[[legacy_image_251920]] O número de mulheres que completaram o Ensino Superior e ocupam empregos formais — com carteira profissional assinada — aumentou 18,2% entre 2015 e 2021. Porém, elas ainda ganham, em média, 32% menos do que homens com escolaridade semelhante. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esses são, em parte, dados de um levantamento do Instituto Semesp, um centro de inteligência criado pelo Semesp, entidade que representa as instituições de Ensino Superior do País. O avanço na participação feminina no mercado de trabalho formal não se refletiu na ocupação de cargos de liderança. Também no período de 2015 para 2021, aumentou de 42,5% para 44,5% do total. “Mesmo com todas as conquistas, as mulheres ainda enfrentam desafios significativos, como a desigualdade salarial e a menor representatividade em cargos de liderança. Vamos aos poucos superando esses desafios”, diz a presidente do Semesp, Lúcia Teixeira. Homens que concluíram o nível superior tinham salário médio de R\$ 8.722,00 no ano retrasado, ante R\$ 5.894,00 para mulheres — 32% a menos para trabalhadoras, mas com diferença menor do que em 2015, quando a distância era de 37%. Considerados todos os níveis de escolaridade, a diferença média é de 11%, com R\$ 3.664,00 para eles e R\$ 3.269,00 para elas (era de 17% em 2015). Lúcia pondera, no entanto, que as mulheres com Ensino Superior completo ganham quase três vezes mais (188%) do que as que detêm Ensino Básico. Em 2021, o salário médio das que cursaram faculdade era de R\$ 5.894,00, ante R\$ 2.048,00 das que não concluíram esse nível. “Isso comprova a transformação social e econômica que a realização de uma graduação gera na vida das mulheres”, afirma a presidente, com base em dados salariais obtidos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Previdência. Nas faculdades O estudo do Semesp também mostra que as mulheres ampliaram sua maioria no número de alunos matriculados em cursos de graduação presenciais ou a distância (EaD). Elas são 58,4% dos inscritos (cerca de 5,2 milhões de estudantes), com alta de 2,5 pontos percentuais nessa proporção enrte 2011 e 2021. O instituto aponta que, nesses dez anos, a participação feminina aumentou, de forma especial, nos cursos de Investigação e Perícia (33,7%), Medicina Veterinária (12,1%) e Engenharia Florestal (9,7%). Os cursos com maior proporção de mulheres nas turmas, com percentual superior a 88%, são os de Estética e Cosmética, Pedagogia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Moda. “Os dados apontam uma mudança significativa no perfil dos alunos do Ensino Superior no Brasil e reforçam a importância de políticas públicas que incentivem a igualdade de gênero no acesso à educação”, considera Lúcia Teixeira. As mulheres também passaram a ser maioria entre os funcionários entre 2011 e 2021, considerados professores e do setor administrativo. A elevação foi de 49,8% para 51,2% do total.