[[legacy_image_239194]] O dólar exibe volatilidade nos primeiros negócios desta segunda-feira, 16. A moeda americana retoma sinal positivo, registrado na abertura, após cair à mínima a R\$ 5,0939 no mercado à vista. O ajuste positivo está alinhado ao sinal do índice DXY e também do dólar ante algumas divisas emergentes e ligadas a commodities, como peso mexicano. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Além disso, os investidores avaliam a piora das expectativas para inflação para 2023 e a disparada para 2025 no Relatório Focus do Banco Central. A mediana das estimativas para IPCA de 2023 subiu de 5,36% para 5,39%, para 2024 permaneceu em 3,70%, enquanto a mediana para 2025 disparou de 3,30% para 3,50%. O vaivém do dólar ocorre em manhã de liquidez reduzida em meio uma agenda local mais fraca e feriado nos Estados Unidos. A reabertura gradual da China segue no foco global. Nesta segunda-feira, segundo o Kyodo News, a China aprovou a emissão de alguns tipos de vistos para cidadãos do Japão e da Coreia do Sul, como exceções em sua política de suspender vistos após os vizinhos apertarem controles fronteiriços de visitantes da China, afirmou nesta segunda-feira uma fonte do governo chinês. Na sexta-feira, dia 13, o dólar à vista fechou em R\$ 5,1064, com alta de 0,12%, mas na semana passada acumulou perdas de 2,48%, fazendo com que o real tivesse o sexto melhor desempenho entre as principais emergentes. Foi também a melhor semana desde o início de dezembro. Os investidores absorveram o temor de ruptura da ordem democrática que marcou o início da última semana após a resposta firme dos Três Poderes à ação de radicais bolsonaristas em Brasília no dia 8. Além disso, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o primeiro pacote de medidas fiscais, que, embora ousado, agradou por mostrar a gestão de Fernando Haddad na Fazenda sensível ao rombo das contas públicas. Esta segunda também marca o primeiro dia do Fórum Econômico Mundial em Davos, que na terça terá a participação dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Marina Silva (Meio Ambiente). A expectativa é de que Haddad deve expor em Davos a agenda econômica que já foi anunciada no Brasil, como o pacote de recuperação fiscal, divulgado sexta-feira, o plano de criar um novo arcabouço fiscal e de aprovar uma reforma tributária. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir à tarde com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, no Palácio do Planalto, às 15h, no momento em que o governo discute o que fará com o valor do salário mínimo - se ele será ou não reajustado de R\$ 1.302 para R\$ 1.320. No exterior, os investidores operam sob expectativas de desaceleração do ritmo de aperto monetário por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), após a divulgação de dados de inflação mais fracos do que o esperado na última quinta-feira. Além disso, o índice de sentimento de sentimento do consumidor avançou de 59,7 em dezembro a 64,6 em janeiro, segundo informou a Universidade de Michigan na sexta-feira, com base em pesquisa preliminar. O resultado superou as previsões do mercado e veio acompanhado por um recuo nas expectativas para a inflação em um ano, de 4,4% a 4,0%. Segundo análise do Bank of America, ainda que o Fed decida por um aumento mais brando de 25 pontos-base, a taxa terminal do ciclo deve ficar alta. "Por exemplo, um caminho plausível seria três aumentos de 25 pontos-base em fevereiro, março e maio, o que resultaria na mesma taxa terminal de nossa previsão atual: entre 5,0% e 5,25%", avalia o banco. Ao mesmo tempo, as importações e exportações chinesas caíram menos do que o esperado em dezembro, o que renovou o otimismo dos mercados com a economia do gigante asiático.