[[legacy_image_316786]] A venda de imóveis usados cresceu 21,97%, em outubro, na comparação com o mês anterior, segundo pesquisa com 42 imobiliárias das nove cidades da Baixada Santista realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado (Creci-SP). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, atribui o avanço à queda contínua da taxa básica Selic. “Os compradores ficaram otimistas, sabendo que podem adquirir um imóvel financiado”. De acordo com ele, dos imóveis vendidos, 58,4% foram negociados por meio de financiamento da Caixa e de bancos privados. “Existe a volta da confiança em assinar contrato de financiamento imobiliário. Por ser de longo prazo, os compradores ficam muito receosos de assumir o compromisso e não obter condições de cumprir”. Nas vendas de outubro, a predominância é dos apartamentos (55,6%) sobre as casas (44,4%). No caso dos apartamentos, os mais procurados ficaram na faixa de preço até R\$ 400 mil para dois dormitórios e área útil de 51 até 100 m². No das casas, a média foi até R\$ 250 mil, com dois dormitórios e de 50 a 100 m². “Os dados de outubro apresentam uma procura por imóveis menores, o que nos leva a crer que, embora o mercado imobiliário esteja resiliente em crescer, o público está em busca de imóveis mais baratos”, afirma a economista e coordenadora do curso de ciências econômicas da UniSantos, Célia Rodrigues Ribeiro. Ela lembra que a localização dos imóveis evidencia essa hipótese, sendo que 39,9% das propriedades vendidas em outubro estavam situadas na periferia, 35,3% nas áreas centrais e 24,9% nas nobres. LocaçõesO segmento de locação também cresceu em outubro, na comparação com setembro. O número de contratos aumentou 65,52%, com predomínio das casas (52,2%) sobre os apartamentos (47,8%). A faixa de valor de aluguel preferida pelos inquilinos de casas foi de até R\$ 1,5 mil. A maioria delas era de dois dormitórios com até 100 m² de área útil. Já os apartamentos ficaram em até R\$ 2,5 mil para um a três dormitórios e área útil de 51 a 100 m².“A pesquisa do Creci vai no sentido da troca de imóveis para acomodar a renda menor das famílias”, diz a economista Célia Rodrigues Ribeiro. Dos contratos encerrados, 41,5% dos inquilinos se mudaram para imóveis com aluguel mais barato; 29,3% não informaram o motivo da mudança; e 29,3% pagaram mais caro, segundo observou na pesquisa a economista.