[[legacy_image_123147]] Puxados pela classe média, as vendas de imóveis usados aumentaram 46% em setembro, na comparação com agosto, segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci SP). Conforme especialistas do setor, as vendas de imóveis usados são importantes para o segmento de novos, pois ajudam a financiar unidades na planta ou recém-construídas. A pesquisa foi feita com 91 imobiliárias e corretores da região, em oito cidades da região - a exceção é Cubatão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “A expectativa é que os números continuem positivos neste fim de ano. Tivemos um junho e julho muito bons, uma retração em agosto e agora a recuperação em setembro”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. Ele diz que, em agosto, havia um temor pelo descontrole econômico e a taxa básica de juros, a Selic, subindo. Entretanto, os compradores voltaram a fechar negócios. Segundo a pesquisa, o crescimento das vendas ocorreu apesar da retração dos financiamentos bancários, cuja participação nos negócios fechados pelas imobiliárias e corretores caiu de 40,26% em agosto para 23,68% em setembro. Por outro lado, a participação das vendas com pagamento à vista ou parceladas pelos próprios donos dos imóveis aumentou de 59,74% em agosto para 74,56% em setembro. “A região tem característica forte de financiamento imobiliário direto com os proprietários ou as construtoras. No caso da Baixada, também aceita-se muito os usados como parte do financiamento”, diz Viana Neto. LocaisOs imóveis mais vendidos em setembro na Baixada Santista foram os de até R\$ 300 mil, com 57,9% do total, preferencialmente situados em bairros de áreas nobres (47,47%) e de padrão construtivo médio (59,77%). No mês, foram vendidos mais apartamentos (53,85%) do que casas (46,15%). Segundo Viana Neto, o fim de ano vai contribuir para sustentar o crescimento nas vendas de usados. Isso acontece devido ao interesse natural no Litoral nessa época do ano.