[[legacy_image_199591]] A decoração de um apartamento novo é uma etapa essencial para quem deseja ter um imóvel único, além de ser aconchegante e prático. Para a arquiteta Amanda Mehana, esta fase é quase que obrigatória. “O imóvel construído é como se fosse a pele, mas é preciso de algo a mais para dar personalidade”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Com um trabalho focado em deixar todos os processos transparentes para o cliente, a arquiteta e consultora de projetos do Sebrae-Fesp, Shirley Vaz Vedovate, conta que produz todo um projeto executivo, levantando o que vai ser usado em questão de custo. Este processo de trabalho é focado para que o cliente tenha noção de quanto realmente gastará. Ela afirma que é muito difícil dar uma média de preços por projeto. “Existem muitas variáveis e perfis de clientes que fazem o preço aumentar ou diminuir”. Um exemplo é o porcelanato que o dono do imóvel quer colocar. Dependendo do tipo e de onde ele compra o material, o valor da matéria-prima pode subir até 80%. Engana-se quem acha que um apartamento de maiores dimensões necessariamente deixará o orçamento sair mais caro, explica Amanda. Para ela, o projeto é que define o preço, com a metragem do imóvel se tornando irrelevante nessa conta. “Se a família pretende fazer uma grande decoração em um apartamento de 70 metros quadrados, vai sair caro”. Ela diz que, nesse exemplo, o gasto pode ser maior se comparado a um projeto mais simples em uma casa de 100 m2. Para as arquitetas, o mercado de decoração parece algo mais voltado para a classe alta, mas que, na verdade, cabe no bolso de grande parte da população. Porém, é necessário pesquisar para saber quais escritórios atendem a determinado perfil. Como se programarDe acordo com o economista e sócio-fundador da empresa de educação financeira F Fatorial, Gabriel Sarmento Eid, os custos de uma decoração de interiores devem só ser somados ao valor do imóvel se o projeto for fundamental para tornar o apartamento imediatamente habitável. “Se a decoração ou reforma é por motivos pessoais, se pode ser postergada, entra como gasto extra”. O economista diz que devido ao cenário atual de juros elevados no Brasil, deve-se evitar qualquer tipo de endividamento. Caso falte dinheiro após o orçamento da decoração ser feito, é recomendado dividir o projeto em partes e ir realizando aos poucos para diluir o pagamento. Na ponta do lápisEid também cita a necessidade de criar um planejamento orçamentário para evitar problemas futuros. Para fazer o orçamento, antes é preciso saber qual a renda mensal e quanto se gasta durante os 30 dias em média para poder verificar os recursos que sobram para seus investimentos financeiros (como reserva de emergência) e a parte que será destinada ao projeto de decoração. Como materiais também serão comprados neste processo, o economista recomenda a quem vai investir em um projeto de decoração a preparação de um cronograma com todas as etapas de seu plano, contendo uma listagem com toda a matéria-prima que será necessária em cada uma delas.