[[legacy_image_263994]] Sucesso absoluto, o Pix vai ganhar um reforço de segurança a partir do dia 5 de novembro, informou ontem o Banco Central. O BC vai passar a disponibilizar campos específicos nas notificações de fraude para que sejam detalhados os tipos de fraude, como falsidade ideológica ou conta laranja, por exemplo, e a razão da notificação, como golpe, estelionato, invasão de conta ou coação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A notificação de infração é a funcionalidade que permite que as instituições façam uma marcação das chaves e usuários sempre que houver suspeita de fraude na transação. Outra mudança anunciada pelo BC é a ampliação do conjunto de dados de segurança do Pix, colocados à disposição para a consulta das instituições participantes, para análises antifraude das transações. Serão incluídas a quantidade de infrações do tipo conta laranja ou falsidade ideológica relacionada ao usuário ou chave Pix, quantidade de participantes que aceitaram notificação de infração daquele usuário ou chave e quantidade de contas vinculadas a determinado usuário. Mais tempoAlém disso, será ampliado para cinco anos o limite de tempo que os dados ficam disponíveis. Atualmente, são seis meses. Segundo o BC, essa consulta pode ser feita pelas instituições por chave Pix ou pelo usuário (CPF/CNPJ), 24 horas, todos os dias. “O resultado dessas mudanças é uma maior eficácia no combate à fraude, uma vez que as instituições passarão a ter melhores subsídios para aprimorar os próprios modelos de prevenção e detecção de fraude”, afirma Breno Lobo, consultor na Gerência de Gestão e Operação do Pix. “Na prática, as instituições terão melhores condições de atuar preventivamente (rejeitando transações fraudulentas ou bloqueando cautelarmente os recursos) e, em última instância, resultará em maior proteção aos usuários”. Para aumentar a segurança, o BC também passou a exigir um questionário de autoavaliação em segurança das instituições que querem participar do Pix, com a assinatura do diretor responsável pela política de segurança cibernética, “de forma a garantir que as instituições atendam aos requisitos técnicos de segurança determinados pelo BC”. DetalhesSegundo o BC, o questionário aborda questões relacionadas à segurança com dados pessoais, segurança na comunicação, assinatura e certificados digitais, segurança de QR Codes, implementação segura de aplicativos e APIs. “A segurança é um dos pilares fundamentais do Pix e é entendida como um processo contínuo, pois novas formas de fraude e golpes surgem com frequência”, disse o BC, em nota divulgada à imprensa.