[[legacy_image_210485]] A formalização do empreendedorismo poderia elevar em 8% o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil (PIB dividido pelo total de habitantes). Segundo levantamento da Aliança Empreendedora, com cálculos do Ibre/FGV, o impacto no PIB poderia chegar a R\$ 700 bilhões até 2026. Isso significaria um crescimento acumulado do PIB de 14%. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Intitulado Todos Podem Empreender, o trabalho foi capitaneada pelo pesquisador Daniel Duque. Mesmo num cenário de formalização mais modesta, o PIB, até 2026, poderia ter um acréscimo de R\$ 390 bilhões, levando a economia nacional a um crescimento acumulado, entre 2022 e 2026, de 10,5%, com o PIB per capita aumentando em 4,5%. A formalização do empreendedorismo seria via MEI. De acordo com o trabalho, que se baseou em dados da Pnad Contínua, Receita Federal, CadÚnico e POF (Pesquisas de Orçamentos Familiares), há 25 milhões de trabalhadores conta própria, sendo que apenas 6,2 milhões têm CNPJ. Segundo Duque, essa questão não é fácil de ser resolvida. Isso porque, diz ele, muitos brasileiros acabam não conseguindo enxergar a formalização no empreendedorismo como benéfica ou pensam que o processo pode demandar muito esforço. Duque afirma que há, sim, benefícios na formalização. Ele destaca que, em média, um empreendedor formal consegue faturar 12% mais em um ano, na comparação com o informal. E, do ponto de vista macro, a cada um ponto percentual de crescimento no número de empreendedores formalizados, aumenta-se o PIB per capita em 0,74% TributosAlém disso, algumas distorções econômicas, como ele chama, poderiam ser minimizadas com uma política de formalização de empreendedores bem desenvolvida. “Aumentando o número de formais, é possível diminuir a carga de impostos, já que eles acabam pagando pelos informais, que não têm recolhimento. Segundo, possibilita acesso ao crédito especializado para empreendimentos”.