[[legacy_image_176285]] O café, além do cheiro característico que magnetiza os fãs da bebida, também exala inovação tecnológica. Diversas empresas têm apostado em recursos para ajudar os atores do setor a formatar novos negócios e, consequentemente, ampliar lucros. Seja num marketplace (ponto de venda) ou até mesmo no metaverso, o espaço virtual onde é possível ter um avatar e efetuar diversas atividades. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Algumas delas participaram, na semana passada, do 23º Seminário Internacional de Café, realizado pela Associação Comercial de Santos (ACS) no Sofitel Guarujá Jequitimar. Entre os estandes, em meio a conversas e oportunidades comerciais, a chance de ver o futuro um pouco de mais de perto. Uma empresa de Uberlândia (MG), por exemplo, tem investido na inteligência artificial ligada ao agronegócio. De acordo com Anderson Tossani, fundador da Sapiens, a ideia é oferecer um sistema para acompanhamento dos preços físicos e previsão da direção dos preços das commodities no mercado. “Pegamos o que o mercado entrega com uma linguagem muito distante do produtor rural e traduzimos, de forma que o produtor rural entenda e tenha a tomada de decisões facilitada”, explica. Em dezembro do ano passado, a empresa inaugurou seu escritório no metaverso, onde acontecem reuniões com parceiros e clientes, em interações imersivas. Para isso, é necessária a utilização de óculos de realidade virtual. “Os produtores mais antigos têm maior dificuldade em entender o metaverso. Os sucessores de negócio (filhos, netos etc.) já nasceram numa era digital. Com eles, a adoção dessas tecnologias tem sido muito mais fácil”, frisa. Ponto de encontroUm espaço on-line que conecta players do mercado de café em grãos, ajudando os clientes a vender lotes no mercado físico e futuro. A solução é proposta por Thales Franceschini Consentine, sócio e diretor comercial da Caffeex. Segundo ele, o objetivo é oferecer acesso a pequenos e médios produtores a mercados exportadores em nível nacional. “Temos 300 mil produtores e cerca de 10 empresas que exportam mais de 50% do café. Resolvemos criar um ambiente digital, onde consigo distribuir melhor as ofertas e fazer com que o café chegue mais fácil aos compradores”. No seminário do café, a empresa apresentou uma solução chamada GoTrade e derivada do marketplace. Nela, corretor, trader e cooperativa conseguem gerar um contrato e mandá-lo para o produtor, que assina dentro do WhatsApp. Depois que todas as partes assinaram, cada um recebe uma cópia desse contrato. “A tecnologia veio para ficar. Ela não substitui esse contato pessoal, ver com quem a gente está negociando. Mas deixa as coisas muito mais rápidas”.