[[legacy_image_63631]] O setor imobiliário fechou o ano passado vendendo 9,8% a mais do que em 2019, afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Os lançamentos caíram 14%. Mas, em geral, no mercado, essa queda nem foi sentida. Segundo o analista de mercado imobiliário Roberto Michel Zarif, na Capital, os preços de imóveis de alto padrão chegaram a variar R\$ 100 mil reais de um mês para o outro. “As condições de compra de imóveis continuam muito positivas. Eu até me assustei quando comecei a análise. O investidor está prevendo esse aquecimento e está comprando”, explica Zarif, que analisa mais de 2 mil empreendimentos da cidade de São Paulo todo mês. O estoque nacional de usados fechou 2020 12% abaixo do de 2019. “Se tivesse uma conta utópica com tudo que tinha de estoque em 31 de dezembro de 2020 e dividíssemos pela venda média dos últimos 12 meses, teríamos uns 11 meses de estoque, somente. Para 2021, nossa vida está resolvida”, calcula Martins. O dirigente avalia que as pessoas valorizaram mais o próprio lar. A Tribuna mostrou, em setembro, que o perfil de compradores estava mudando. Uma pesquisa encomendada pelo Sindicato da Habitação (Secovi) e feita pela Brain, naquele mês, com 2.389 consumidores, mostrava a tendência: 34% dos potenciais consumidores exigiam espaço para home office. “A pandemia mostrou que o conforto em casa conta muito. Isso levou a um embalo muito grande no setor da construção”, diz Martins, que na sexta-feira participou de webinar com empresários promovido por A Tribuna.