[[legacy_image_257655]] Empresários e executivos de turismo que participaram da 45ª edição da Abav Travel SP, realizada nesta semana em Águas de Lindoia, apostam na expansão dos negócios neste ano, após um 2022 marcado pela demanda represada (turistas que decidiram viajar após adiamentos desde o auge da pandemia). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O turismo voltou com tudo, as viagens estão em alta, as pessoas querem viajar, a gente tem uma demanda ainda de turistas que deixaram de fazer suas por conta da pandemia e estão colocando isso como hábito. Por isso que dizemos que o turismo está em ascensão”, conta Mariane Giacometi, coordenadora de tráfego marketing da Befly, empresa especializada em negócios voltados ao turismo. Durante os dois dias de evento, mais de 5 mil visitantes passaram pela área dos 116 estandes da feira. , O CEO da operadora de pacotes de viagens EHTL, Flávio Louro, participa da feira há 30 anos e contou que o evento trouxe mais ânimo para o setor. “Estar aqui no Interior, podendo mostrar um pouco do nosso trabalho é muito bom. Nós trabalhamos diretamente com o agente de viagem, então estar nesse evento, ver o brilho no olho das pessoas, todos animados e o mercado retomado é satisfatório”. Com os resultados da temporada 2022/2023, o segmento de turismo náutico já planeja os próximos cruzeiros. Segundo a executiva de Vendas da Costa Cruzeiros, Miriã Nascimento, a nova temporada será a maior já feita pela companhia. “Foi uma temporada surpreendente, nós estamos a encerrando em abril, com bons números e com expectativa para a próxima temporada, que será ainda maior. Pela primeira vez vamos fazer uma temporada de seis meses, começando em novembro desse ano e encerrando só em maio, além disso, teremos três navios, com embarques em Santos, Rio de Janeiro, Salvador e Buenos Aires”. Porém, mesmo com números tão positivos, há muitos desafios no setor. “O ano passado foi o início da retomada e, se continuar como nos três primeiros meses de 2023, vamos atingir e até superar as vendas de 2019, que foi o último ano produtivo”, afirma. “Mas as companhias aéreas, hotéis, a estrutura de turismo em geral do mundo inteiro ainda precisa de melhorias. As empresas reduziram suas equipes e ainda não recontrataram, os preços também ainda estão altos, então tudo isso acaba impactando em uma venda, além dos fatores que não conseguimos prever, como guerras ou acontecimentos naturais que refletem diretamente no setor”, diz o representante comercial Alvimar Cazeto, da Queensberry Viagens, empresa especializada em viagens internacionais.