[[legacy_image_214859]] O setor de serviços registrou avanço de 0,7% em agosto, na comparação com julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicando também um ritmo superior ao do período pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Agosto foi o quarto mês seguido de crescimento da demanda. Com o resultado, a taxa acumulada no ano passou a ser de 8,4%. Nos últimos 12 meses, a alta é de 8,9%. Com o desempenho de agosto, o setor de serviços passou a funcionar em patamar 10,1% superior ao de fevereiro de 2020. Por setores, os transportes operaram 20,2% acima do nível pré-pandemia, enquanto os serviços prestados às famílias ainda estavam 4,8% abaixo. Os serviços de informação e comunicação estão 14,1% acima do pré-pandemia, e o segmento de outros serviços está 3,4% mais. Os serviços profissionais e administrativos estão 5,7% acima de fevereiro de 2020. O índice de difusão, que mostra o percentual de atividades de serviços com crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior, passou de 59,6% em julho para 63,9% em agosto. “Enquanto outros segmentos, como varejo e indústria, já mostram desaceleração, os serviços têm ido na direção oposta, mantendo uma recuperação sólida, e não concentrada em um subsetor específico”, diz o economista do Banco BV Carlos Lopes. Houve avanços em três das cinco atividades pesquisadas. Os serviços prestados às famílias mantêm a trajetória de recuperação gradual, mas estão aquém do patamar pré-pandemia. AnáliseO bom desempenho do setor de serviços como um todo nos últimos meses permanece impulsionado pelos segmentos de tecnologia da informação e transporte de cargas, apontou o analista da pesquisa do IBGE Luiz Almeida. A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 0,5% em agosto ante julho, de acordo com o economista do IBGE. Na comparação com igual mês do ano passado, houve avanço de 16,4% na receita.