[[legacy_image_174514]] Em um cenário de aumento dos custos de produção e de inflação e dúvidas sobre o impacto do clima (geada ou seca) na oferta, mas expectativa de expansão do consumo, o setor cafeeiro se reúne na região nesta semana para discutir as tendências desse mercado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Organizado pela Associação Comercial de Santos (ACS), o Seminário Internacional de Café, que está em sua 23a edição, será realizado nas próximas quarta e quinta-feiras (11 e 12) no Sofitel Guarujá Jequitimar. Confira a programação O encontro é organizado a cada dois anos, mas esta edição será a primeira a reunir o setor desde o começo da pandemia, que ainda impõe desafios econômicos e sanitários. O tema escolhido pelos organizadores é Café. O quanto o Brasil está preparado? “Estamos todos ansiosos nesse momento com essa junção. Será possível discutir os desafios do setor e ter como temas centrais descarbonização, temas relacionados ao meio ambiente e desafios logísticos, principalmente com a crise do mercado de navegação de contêineres, que dificulta os embarques das cargas. Será um momento enriquecedor”, afirma o presidente da ACS, Mauro Sammarco. O seminário é um dos mais tradicionais do setor cafeeiro e reúne produtores e executivos das empresas desse mercado, desde os segmentos de importação e exportação, indústria, varejo, logística e pesquisadores. Por isso, o encontro colabora para o networking dos profissionais do setor que vêm de diversos países para participar do evento, propiciando também negócios entre exportadores e importadores. De acordo com o presidente do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Nicolas Rueda, em relatório da entidade, e o corretor da café Eduardo Carvalhaes, em entrevista a A Tribuna, o cenário é de uma menor oferta de arábica devido ao impacto climático (geada no ano passado e um ano e meio de seca) e aumento de custos com fertilizantes e contêineres. “(...) O cenário logístico segue complicado em relação à disponibilidade de contêineres, navios e aos elevados custos e, mais recentemente, aos impactos do conflito na Ucrânia”, afirmou Rueda, em relatório do Cecafé de março. Seca e UcrâniaApós um período de valorização das commodities em meio à interrupção das cadeias de produção dos vários setores da economia na pandemia, o mercado cafeeiro enfrentou geada e seca no ano passado e agora passa por mais pressão sobre seus custos com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Como os dois países mais Belarus, aliada dos russos, são grandes fornecedores de fertilizantes, o agronegócio sofreu com o impacto das sanções impostas pelo Ocidente. Além disso, a subida dos fretes com contêineres inflacionou os custos com o comércio exterior e se tornou um fator de grande preocupação dos produtores de café. “Está muito difícil enxergar para onde vão os preços do café, que já foram mais altos”, afirma Carvalhaes. “O café normal de boa qualidade já esteve perto de R\$ 1,6 mil a saca, mas hoje está por volta de R\$ 1,3 mil”. mais debates Segundo a ACS, o seminário traz ainda um panorama sobre clima, logística e sustentabilidade em relação ao setor de café. Serão discutidas questões climáticas, inovações em logística e a sustentabilidade na produção e no consumo.