[[legacy_image_199597]] A deflação de 0,68% do IPCA no mês passado, ainda que esteja concentrada na queda de impostos e os alimentos continuem altistas, deu sinal forte de que o Banco Central vai parar de subir os juros – mas não deve derrubá-los. Por isso, investidores que estavam desfazendo suas aplicações, achando que ganhariam muito mais na renda fixa, devem se frustrar. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O efeito da queda dos impostos deve se repetir neste mês, mas será preciso também que o petróleo fique mais barato e que os alimentos não se inflacionem – aparentemente estão desacelerando. Mas há os serviços (comércio, lazer, turismo, terceirizados de empresas, etc) que podem ficar mais caros, porque a economia se abriu e a demanda aumentou repentinamente. Nos investimentos, os juros do Tesouro Direto estão em retração, porque o mercado já antecipa que não há espaço para taxas mais altas. O papel IPCA+ já paga abaixo de 6% mais inflação e os prefixados estão em 12% ao ano. Os pré costumam estar atraentes quando a política monetária começa a arrefecer (juros públicos iniciam a queda), pois o investidor compra taxas nas alturas. Mas nada garante que os fundamentos do País vão melhorar. E se houver uma nova guerra (China x Taiwan), a da Ucrânia persistir e as contas públicas, com a atual gastança, degringolar no próximo ano? Se o lado fiscal brasileiro piorar em 2023, é grande a chance de pressão do mercado por juros altos para financiar o governo. Na bolsa, ações de consumo, como varejo e viagens, podem subir se a inflação desacelerar ou cair de forma definitiva. A queda do petróleo depende de recessão no mundo, bem perto disso. O dólar é mais para proteção. A moeda pode se valorizar se os juros americanos subirem mais, tirando capitais dos outros países para os títulos dos EUA. O curto prazo ruma para a estabilidade, mas para 2023 ainda há muita dúvida. Por isso, nada de debandada. A diversificação (títulos públicos e privados, fundos, ações, moedas) é o melhor caminho, com os aportes em cada área calibrados conforme as tendências.