[[legacy_image_75117]] A Petrobras assinou um contrato para a construção da plataforma P-79, do tipo FPSO (sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo), para operar no campo de Búzios, na Bacia de Santos. Os trabalhos serão feitos por uma parceria da italiana Saipem, que tem uma unidade em Guarujá, e a sul-coreana Daewoo Shipbuilding and Marine Engineering (DSME). O valor da P-79 é de US\$ 2,3 bilhões ( R\$ 11,4 bilhões). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Com capacidade de processamento de 180 mil barris por dia e 7,2 milhões de m3 de gás natural por dia, a plataforma ficará pronta em 2025. A Saipem possui um estaleiro de fabricação em Guarujá, no entanto, ele está fechado, segundo autoridades ligadas à empresa na região. Numa transmissão na internet, em abril, da agência EPBR, antes da divulgação do contrato de Búzios, o diretor-presidente da Saipem do Brasil, Roberto di Silvestro, disse que a unidade de Guarujá já teve 600 funcionários, mas que está fechada. Segundo ele, retomar a produção no local exigiria dois anos de aprendizado, indicando não haver demanda suficiente. Procurada por A Tribuna, a empresa não se manifestou até a conclusão dessa reportagem. De acordo com informação do portal de notícias sul-coreano Aju Business Daily, a DSME vai construir o casco capaz de armazenar petróleo bruto e a parte de superestrutura, no continente asiático. A Saipem ficará responsável por fazer a estrutura da FPSO. Aqui no Brasil, alguns módulos serão feitos pelas empresas Enseada, na Bahia, e Ecovix, em Rio Grande (RS), de acordo com o portal Petronotícias. Questionada, a Ecovix não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O presidente do Enseada, Maurício Bastos de Almeida, afirmou que o estaleiro passou por um longo processo de reestruturação e tem interesse em todos os projetos de módulos de FPSO que serão fabricados no Brasil e está trabalhando ativamente para conquistar contratos relevantes e contribuir com a indústria nacional. Plataformas próprias A plataforma P-79 para Búzios é resultado da estratégia da Petrobras de desenvolver novos projetos de plataformas próprias. No segmento de extração de petróleo é muito comum o afretamento de embarcações. O contrato prevê atendimento de conteúdo local de 25% (percentual da produção dos equipamentos que precisa ser feita no Brasil), seguindo o edital da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para Búzios. O projeto interliga 14 poços ao FPSO, sendo oito produtores e seis injetores, através de infraestrutura submarina composta por dutos rígidos. Atualmente, há quatro unidades de produção de petróleo em operação no Campo de Búzios (P-74, P-76, P-77 e P-75), uma está em fase de implantação (FPSO Almirante Barroso) e duas em fase de licitação ou contratação (FPSO Almirante Tamandaré e P-78), além da P-79. Em maio, a Petrobras anunciou que a Keppel Shipyard vai construir a FPSO P-78, para 2024, com capacidade de 180 mil barris por dia e 7,2 milhões de m3/dia de gás. Além dela, está aberta a concorrência para a FPSO P-80, o que seria a nona unidade do Campo de Búzios, a ser entregue em 2026 - esta promete ser a maior unidade a ser operada no Brasil. Clique e saiba mais em ATribuna.com.br [[legacy_youtube_c6MBWM-A6IA]]