[[legacy_image_136053]] Quem está com as contas em dia pode aproveitar a segunda parcela do 13º, que acabou de chegar ao bolso do trabalhador, para investir o dinheiro. Ter uma reserva para emergência ou um montante para garantir o futuro é a recomendação dos especialistas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! E não pense que é preciso uma quantia enorme para isso. Há opções acessíveis no mercado tanto para iniciantes quanto pessoas com poucos recursos. Com R\$ 35,00, é possível colocar dinheiro no Tesouro Direto. Com um pouco mais, uns R\$ 100,00, pode-se partir para BDRs, certificados que representam ações emitidas por empresas de outros países. Antes, porém, identifique o seu perfil. Os tipos de investimentos variam de acordo com sua vontade de correr riscos, diz o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. “O mais agressivo, que aceita correr riscos, pode ir para Bolsa de Valores. Se perder algo, já estava dentro da previsão dele, não terá muitas surpresas”. Bolsa e renda fixaJá quem aceita correr apenas um pouco de risco pode colocar parte dos recursos na bolsa e outra em renda fixa. “Daí a pessoa mescla um pouco esse risco. Já ao conservador, que quer segurança, a opção pode ser o Tesouro Direto, CDB de banco primeira linha, por exemplo”, acrescenta Miguel Oliveira. Com a alta dos juros no País e a Selic 9,25% ao ano – maior índice desde 2017 –, tanto a renda fixa prefixada de curto vencimento quanto a atrelada à inflação se tornam boas opções. “São títulos prefixados por vencimento de um ou dois anos que estão bem convidativas no mercado. Estamos falando de alternativas que pagam, com vencimento de dois anos, 12% ao ano. São ótimas taxas”, avalia o especialista em economia e sócio da Zahl Investimentos, Joni Vargas. Longo prazoExistem ainda as opções com prazo mais longo que pagam inflação mais 5,5% para vencimentos a partir de 2024 ou 2025, acrescenta o especialista. “Também são excelentes taxas dentro da renda fixa, ou seja, sem precisar correr muito risco”, diz o especialista. Para os investidores mais arrojados, a Bolsa de Valores surge como um bom caminho para destinar o 13o, já que as ações apresentaram queda, o que pode proporcionar oportunidades com papéis a cotações mais acessíveis. “Ele pode aproveitar ações brasileiras que estão mais baratas, como dos bancos, que caíram bem, ou do setor elétrico. Setor de saneamento também teve queda, mas nos próximos anos deveremos ter grandes investimentos nesse segmento”, esclarece Vargas.