[[legacy_image_295242]] O Brasil deve colher 313,3 milhões de toneladas de grãos neste ano – 50,1 milhões de toneladas a mais do que o registrado em 2022, o que vai representar um aumento de 19%, segundo novo levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado supera em 4,4 milhões de toneladas o volume que havia sido previsto em julho. Ainda existe chance de revisões nessas projeções caso haja flutuações nas culturas de trigo e de milho de segunda safra, ainda em campo, segundo o gerente do levantamento do IBGE, Carlos Alfredo Guedes. “Este ano a gente teve alguns problemas (climáticos), mas mais restritos ao Rio Grande do Sul. Mesmo assim, a safra gaúcha foi estimada em 12,2% superior à safra de 2022”. Além do trigo, o Brasil deve colher safras também recordes de soja, milho, sorgo e algodão neste ano, prevê o IBGE. A estimativa para a produção do trigo, por exemplo, está em 10,9 milhões de toneladas, alta de 8,2%. Apenas a soja alcançou o recorde de 150,3 milhões de toneladas, aumento de 1,1% em relação a julho e alta de 25,8% ante 2022, devendo representar quase metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas. A recuperação da produtividade das lavouras na maior parte do País foi o principal fator responsável por esse aumento da soja. A área colhida do produto, de 43,8 milhões de hectares, cresceu 7,2% no ano. A produtividade nacional deve chegar a 3.431 kg/hectare, mesmo com as perdas na safra no Rio Grande do Sul, crescendo 17,4% no ano.