São Paulo tem a cesta básica mais cara do País, aponta Dieese

Para arcar com custos de vida, entidade estima que salário mínimo deveria ser 5 vezes superior ao atual valor

Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica para as refeições aumentaram em todas as capitais em 2020. E a cidade de São Paulo registrou a mais elevada escalada dos custos em dezembro, informa o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).  

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Em São Paulo, a cesta custou R$ 631,46, com alta de 0,36% na comparação com novembro. No ano de 2020, o preço do conjunto de alimentos subiu 24,67%. Para arcar com o custo de vida na capital paulista, a entidade calcula que o salário mínimo deveria ser equivalente a R$ 5.304,90 –  o que corresponde a 5,08 vezes o mínimo vigente, de R$ 1.045,00. 

Segundo o órgão, o cálculo é feito considerando uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta para o conjunto das capitais, considerando um trabalhador que recebe salário mínimo e trabalha 220 horas por mês, foi, em dezembro, de 115 horas e 8 minutos, maior do que em novembro, quando ficou em 114 horas e 38 minutos.  

Demais capitais 

Após São Paulo, as maiores altas foram registradas em Salvador, de 32,89%, e Aracaju, 28,75%. Por outro lado, Curitiba foi responsável pela menor elevação, de 17,76%.  

Na passagem de novembro para dezembro de 2020, o custo da cesta foi maior em nove cidades e menor em oito, com destaque para as elevações de João Pessoa (4,47%), Brasília (3,35%) e Belém (2,96%). As maiores diminuições foram registradas em Campo Grande (2,14%) e Salvador (1,85%).  

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