[[legacy_image_162633]] O crescimento do número da abertura de empresas em Santos superou o das médias nacional e estadual no ano passado, na comparação com 2020, segundo dados da Prefeitura. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em 2021, foram 6.687 novas solicitações de negócios contra 4.852 em relação ao mesmo período, com expansão de 38%. No ano passado, o Estado registrou a abertura de 288.502 empresas, um aumento de 28,7% sobre 2020, que somou 224.153 novos negócios. No País, o Mapa das Empresas do Ministério da Economia registrou recorde histórico. Foram abertas 4.026.776 empresas, contra pouco mais de 3,4 milhões em 2020, com expansão de 19,7%. No balanço da Prefeitura de Santos, a maior parte das empresas é do setor portuário, como o assessoramento das atividades do Porto, comércio exterior, contabilidade e Direito. Atividades portuárias“Foram abertas muitas empresas ligadas às atividades portuárias e retroportuárias. Com prevalência de micro e pequenas empresas em todos os segmentos”, afirma o secretário municipal de finanças, Adriano Leocadio. De acordo com ele, o Porto de Santos apresenta crescimento constante nos últimos 12 anos, o que torna o cenário propício para o crescimento empresarial da Cidade. A Tribuna mostrou, em 14 de março, que cresceu o registro de empresas na Cidade, puxadas pelas de pequeno porte, no setor de serviços, e por aquelas ligadas ao Porto. Segundo o economista do Insper, Alexandre Jorge Chaia, é preciso ter cautela ao observar os números. “Qualquer novo movimento no Porto de Santos é positivo. São mais pessoas trabalhando, porém, quando se trata de infraestrutura, corre-se o risco (do emprego desse segmento) ser apenas temporário”, diz. Ele lembra ainda que o cenário econômico requer cuidados, já que, apesar da ocupação ter se recuperado, esta não aconteceu como esperado. “A média salarial é de R\$ 2.040, o menor nível histórico desde 2010, quando começou a ser medida. A recuperação não acompanhou a qualidade deste emprego e isso afetará a capacidade de consumo”, conclui.