[[legacy_image_131932]] Aposentados e pensionistas receberão o benefício da folha de janeiro de 2022 com aumento. O reajuste deve ficar na casa dos 10%, índice aproximado referente à inflação deste ano. O pagamento começa a partir do dia 25 do próximo mês. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O percentual ainda não está fechado. Os benefícios previdenciários são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, conforme a legislação em vigor. O índice exato sai por volta de 10 de janeiro, quando o Índice fecha o cálculo. Após isso, o INSS faz as contas dos novos valores e roda a folha de pagamento. A previsão, até o momento, é de que o salário mínimo fique em R\$ 1.210,00. Atualmente o piso nacional é R\$ 1,1 mil. De acordo com cálculos preliminares do Governo, a medida deve custar R\$ 14 bilhões. Pelo menos 24 milhões de pessoas no País recebem benefício do INSS pelo salário mínimo. É o caso de Elizabeth Tseng, de 71 anos, que recebe Loas, benefício previdenciário no valor de um salário mínimo. “Para cobrir essa inflação, o mínimo tinha que subir para uns R\$ 2 mil. Você vai ao mercado com R\$ 100,00 e não traz quase nada. Está tudo muito caro.” Quem ganha acima do piso terá a aposentadoria ou pensão elevada pelo mesmo percentual. Se fechar mesmo em 10%, quem recebe, por exemplo, R\$ 2 mil terá R\$ 2,2 mil no holerite a partir de 1o de fevereiro, quando são depositados os benefícios com valores acima do piso. O teto da Previdência subiria dos atuais R\$ 6.433,57 para R\$ 7.079,50. “O reajuste não cobre os nossos gastos. Meu condomínio e o plano de saúde subiram muito. O custo de vida ficou mais caro do que isso”, disse a aposentada Maria Regina Paiva Costa, de 77 anos. A também aposentada Maria Rodrigues, de 74 anos, ficou dividida diante do aumento. “Sempre ajuda um pouco. Mas, na prática, o custo de vida ficou bem mais alto que isso.” Na avaliação do presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Inocentini, “a inflação é uma média. Para nós, há um peso maior porque alimento e remédio subiram mais que isso e são os itens mais utilizados. Sem contar que muitos aposentados acabaram sendo fonte de renda para a família na pandemia por causa do desemprego de um filho ou um neto”. O administrador financeiro e professor da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) Márcio Colmenero concorda. “A cesta de consumo dos aposentados é realmente diferente da média geral da população, e o INPC nem sempre traduz esses custos”, de acordo com Colmenero.