[[legacy_image_158334]] O reajuste de 18,7% do preço da gasolina nas refinarias, anunciado pela Petrobras na manhã desta quinta-feira (10), provocou uma corrida a postos de combustíveis da Baixada Santista, com motoristas preocupados em encher o tanque de seus veículos antes dos novos valores chegarem às bombas. Contudo, A Tribuna presenciou a alteração do preço em algumas bombas já na tarde desta quinta-feira. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com a Petrobras, o novo preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará a valer somente na sexta-feira (11), indo de R\$ 3,25 para R\$ 3,86 o litro. Contudo, em um posto de Santos localizado na Avenida São Francisco, no Centro, o litro que custava R\$ 5,99 quando a Reportagem chegou acabou passando para R\$ 6,69 em pouco mais de 20 minutos. Já o etanol foi de R\$ 4,19 para R\$ 4,39. A gerente do posto, Fabiana Alves, explicou que os clientes que chegaram à fila antes da alteração pagarão o preço antigo. Já os novos terão de desembolsar R\$ 0,70 a mais porque, segundo ela, há distribuidoras reajustando valores antes mesmo do prazo divulgado pela estatal e foi necessário garantir mais combustível devido à procura incomum para uma tarde de quinta-feira. “Estou esperando chegar o caminhão, mas ele (novo caminhão com gasolina) já foi vendido com reajuste. Neste momento (por volta de 15h30), meu estoque tem menos de mil litros”, diz ela. Para donos de carros, o que já estava ruim fatalmente acabará piorando com o reajuste da gasolina. “Uso o carro mais para compras e levar minha mãe ao médico. Mas não vai dar para encher o tanque. Vou colocar o que der antes de aumentar”, disse o auxiliar de serviços gerais Dorislando Araujo, de 45 anos. O motorista autônomo Marcos Tozzi, de 50 anos, se disse desiludido com a situação. “Desse governo, não espero nada de bom. A tendência é só piorar. A gente economiza no que dá, evita usar o carro. Mas não tem jeito”.