[[legacy_image_181463]] Entre este sábado (4) e quarta-feira (8), quem tem FGTS poderá destinar até metade de seu saldo para o fundo mútuo de participação da privatização da Eletrobras. Antes de tomar sua decisão, considere o quanto de risco está disposto a assumir e não olhe só a possibilidade de rendimento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Primeiro porque a estatal poderá estar desvalorizada justo no momento em que o trabalhador decida – ou precise – fazer o saque do seu FGTS. Destinar um percentual elevado do fundo a uma só ação é concentrar muito risco em uma empresa sujeita a eventuais secas e algazarras de governos, pois energia depende de decisões de Brasília, como reajustes de contas de luz e financiamento da infraestrutura. É possível que no momento do saque o papel tenha caído, por exemplo, 40%. O ideal seria esperar pela valorização, o que pode demorar e coincidir com a hora que você quer fazer o saque para comprar a casa própria ou gastar com doenças graves (essas são duas das condições que permitem sacar o FGTS, lembrando que a parte aplicada nas ações também sofrerá restrições de retirada). O risco começa a ficar menor se o trabalhador tiver outros investimentos fora do FGTS, como Tesouro Direto, renda fixa, fundos multimercado ou ações para utilizar nas emergências ou planos de vida (imóvel, carro, viagem, abrir o próprio negócio). Mesmo que não haja a intenção de usar o FGTS, será preciso suportar o vaivém típico da bolsa. As quedas às vezes podem ser bruscas, de 20% a 30% em poucos dias, e a valorização demorar de alguns meses a até anos. Mas a bolsa costuma compensar os pacientes. O FGTS rende apenas 3% ao ano e mais alguns jurinhos se o governo concordar em distribuir parte do lucro dele aos cotistas (isso não é garantido e depende da boa vontade do presidente da ocasião). Há ainda o desafio do próprio sucesso da privatização, com a gestão da empresa na mão de executivos competentes e investidores com muito capital para expandir o negócio. O lucro mais elevado no mercado financeiro depende de assumir mais risco e esse é o caso de usar o FGTS na Eletrobras.