[[legacy_image_275502]] O programa de incentivo às vendas de carros de passeio já consumiu mais de 60% dos recursos ofertados pelo governo em créditos tributários, pouco menos de duas semanas após o seu lançamento. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, desde 5 de junho até sábado foram consumidos R\$ 300 milhões dos R\$ 500 milhões destinados ao programa de crédito tributário para estimular esse segmento da indústria automotiva. As montadoras concedem o desconto e depois serão compensadas com valor equivalente na tributação. No caso dos carros, o governo reservou R\$ 500 milhões para esse fim. Se o ritmo for mantido, os recursos devem acabar nesta semana. Ao todo, nove montadoras aderiram ao programa, que permite a compra de carros novos com descontos de R\$ 2 mil a R\$ 8 mil. Dos modelos mais baratos do mercado, só o Fiat Mobi, em suas três versões, e o Renault Kwid terão o desconto máximo de R\$ 8 mil em incentivos fiscais. Após a reunião ministerial da última quinta-feira, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, foi questionado sobre a possibilidade de estender a vigência do programa. Segundo ele, a prorrogação do programa “não está no planejamento do governo”. Costa destacou que esse estímulo dado pelo governo no mercado automotivo é uma demonstração de que é preciso baixar os juros no país. “Esse absoluto sucesso demonstra o que é evidente para todos os atores econômicos do País, que se dermos condições de crédito e baixar os custos financeiros para quem quer consumir, vai haver consumo, a indústria vai voltar a produzir e o comércio varejista vai vender”. O jornal Valor publicou que durante a reunião, que foi fechado, o presidente Lula, após elogiar o programa, disse que o governo “precisa se preparar” para prorrogar a medida. Costa alegou que Lula estava “brincando”.