[[legacy_image_357899]] A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que neste ano o Brasil produzirá 58,1 milhões de sacas de 60 quilos de café, um crescimento de 5,5% sobre 2023, quando a produção atingiu 55,1 milhões, o terceiro maior resultado da série histórica e que já vinha de um aumento de 8,2% sobre 2022. Do total produzido pelo País no ano passado, foram exportadas 39,2 milhões de sacas, conforme A Tribuna publicou na última quinta-feira, com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Segundo a Conab, a produtividade é puxada pelo café do tipo arábica, que é um grão mais nobre e apreciado pelos consumidores exigentes. De acordo com o relatório Conjunturas da Agropecuária, da última segunda-feira, os preços médios do arábica apresentaram reduções consideráveis nas principais praças de comercialização no mercado doméstico, sob influência da queda das cotações no exterior e da leve redução do dólar no Brasil. “O mercado monitora de perto o avanço da colheita da safra 2024 no Brasil”, afirma o relatório. Conforme o texto, muitas regiões iniciaram as atividades de colheita entre abril e maio, mas a entrada de café no mercado em volume mais expressivo ocorre somente a partir do fim deste mês. De acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio, a colheita da arábica começou este mês, enquanto a do conilon foi iniciada há 60 ou 90 dias. Além disso, afirmou ele, existe uma expectativa de aumento. “A chuva não veio na época certa e nem na quantidade prevista. Mas, assim mesmo, continua tendo uma expectativa de maior produção, tanto no arábico como no tipo conilon”, diz Inácio. Segundo ele, no ano passado, foram produzidos por volta de 40 milhões de sacas de arábica. A previsão da Conab varia entre 42 milhões e 43 milhões de sacas. Já o conilon, no ano passado, teve colheita pouco acima de 16 milhões de sacas e as entidades do setor esperam, agora, algo em torno de 17 milhões ou 18 milhões. “A expectativa é boa. Não vai ser uma superprodução, devemos ficar entre 58 milhões e 60 milhões de sacas de produção, um aumento que vai ser de 5% a 7%”, comenta o executivo da Abic. Ele lembra que em relação ao Sul de Minas, que é o principal produtor de arábica do mundo, há uma expetativa positiva. Já o maior produtor de conilon do Brasil é o Espírito Santo. “O estado tem vindo com um aumento bastante consistente, ano a ano, trazendo não só volume, mas também qualidade”. “O Brasil continua sendo o maior produtor do mundo, que vai, cada vez mais, saborear nosso café. Para cada dez xícaras que o mundo toma, quatro são brasileiras”, finaliza o diretor-executivo da Abic.