[[legacy_image_291970]] O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, propôs transformar a dívida ativa da União em investimentos, em iniciativa que ele chamou de Desenrola Empresa, em alusão ao programa Desenrola Brasil, que possibilita a renegociação de dívidas de pessoas físicas com nome negativado. “O País precisa crescer, precisa fazer a transição para a economia sustentável e enfrentar a crise climática. Em vez de continuar nesse impasse, a gente tem que pensar em um Desenrola Empresa para alavancarmos o investimento e a retomada do crescimento”, afirmou Mercadante. A declaração foi dada durante o fórum organizado pela think thank Esfera Brasil, organização que se propõe a realizar debates sobre temas relevantes para o futuro do País reunindo empresários e convidando autoridades públicas e outros nomes nacionais para discussões. O fórum, que termina hoje, é apresentado no Casa Grande Hotel Resort & Spa, em Guarujá. Dívida trilionáriaDe acordo com Mercadante, a dívida ativa de empresas com a União gira em torno de R\$ 2 trilhões e, dada a dificuldade do Estado em cobrar esses débitos, uma alternativa deve ser buscada. “O Estado não consegue cobrar, as empresas não pagam, mas têm que jogar esse passivo fiscal no seu balanço e, com isso, elas têm mais dificuldades de se financiarem. É um prejuízo onde todos perdem”, esclareceu o presidente do BNDES. Essa alternativa, segundo Mercadante, deve se inspirar no Desenrola Brasil, programa que, segundo ele, está “resolvendo o problema de milhões de pessoas endividadas”. “Isso volta o crédito, volta o consumo, o investimento e o crescimento”, disse. Clima favorávelAinda segundo Mercadante, o BNDES vê um ambiente mais favorável aos investimentos no País. “Reduziu a incerteza que tínhamos, o Estado Democrático de Direito está sólido e essa é uma referência muito importante para os investidores”, declarou. O executivo lembrou da aprovação do arcabouço fiscal, o qual, de acordo com ele, oferece uma perspectiva importante em relação à trajetória da dívida pública e da reforma tributária, cujo texto segue em análise no Senado .