[[legacy_image_123143]] Para a maioria das famílias, o sonho da casa própria passa pela busca do financiamento, que muitas vezes é tomado sob juros altos e prazos longos de pagamento que vão adiar outros planos de consumo, como carro e viagens de férias. Entretanto, um bom planejamento via investimentos financeiros permite levantar o dinheiro necessário para a compra à vista ou pagar uma boa entrada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Quanto maior for o pagamento da entrada, menor será a parte que ficará sujeita aos juros, resultando em prestações menores. “O melhor dos mundos é garantir uma entrada de forma que a parcela do financiamento seja no mesmo valor do aluguel”, recomenda o economista e professor de finanças do Insper, Alexandre Jorge Chaia. “O quanto dará de entrada fará diferença”. “Pensando na entrada, se a meta é obter o valor em dois anos, não precisa ser a renda fixa pura, como o Tesouro Direto. Pode ser algum multimercado (fundo que equilibra renda fixa com ativos mais arriscados) ou CDB de bancos que pague em torno de 150% do CDI”, diz ele. Esses CDBs são títulos de bancos privados menores que pagam acima do CDI. Já o CDI é a taxa de referência de juros que geralmente fica 0,10 ponto percentual abaixo da taxa Selic ao ano. Esses bancos pequenos pagam mais do que as instituições tradicionais. O cuidado, ressalta o economista, é observar se possuem Fundo Garantidor, que protegerá o investidor em caso de quebra. “Caso o prazo (de investimento) seja maior, cerca de dez anos, pode-se investir uma parte do valor em renda variável. A bolsa de valores não deve ser pensada no curto prazo”, afirma. Caso o investimento seja mesmo em bolsa, é importante vender suas ações com algum tempo antes de fechar algum negócio imobiliário. “Quando estiver cerca de um ano próximo da data (de comprar imóvel), é a hora de começar a sair da bolsa”. Chaia lembra ainda que é preciso ter caixa para emergências, como perda de emprego, mortes na família, multas ou mesmo assalto. “Caixa é dinheiro na mão para o inesperado. Dinheiro imobilizado (não é possível resgatar no curto prazo) é um problema”, diz.