[[legacy_image_218619]] Atualmente, todos os dias, em média, de cinco a dez microempreendedores individuais (MEI) se formalizam no Sebrae na Baixada Santista. Essa busca pela formalização acontece principalmente na área de serviços e beleza, segundo a analista de negócios do Sebrae na região, Adriana Ramos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os números são um reflexo da abertura de empresas na região, que também cresceu neste ano. O número de microempresas (ME) e Microempreendedores individuais (MEI) aberto de janeiro a setembro deste ano, na região, avançou 2,3% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Mapa de Empresas do Governo Federal. Foram abertas, neste ano, nas nove cidades da região, 33.283 MEs e MEIs, contra 32.528 no mesmo período do ano passado. O saldo de empresas, que leva em conta também as que fecharam no mesmo período, no entanto, ficou no negativo em 10,17% – o saldo em 2021 foi de 23.080 na Baixada Santista e 20.731 neste ano. Na visão da analista de negócios do Sebrae na região, Adriana Ramos, o comerciante está se informando mais sobre o MEI e tem buscado essa profissionali-zação. “O comércio on-line também reforçou essa busca”, diz. O principal perfil desses profissionais, diz Adriana, são aqueles que já fazem algum tipo de trabalho em casa, principalmente os do ramo alimentício, como as doceiras e aqueles que vendem marmitas. “Muitos deles estão dando os primeiros passos. Muitos deles também ficaram desempregados e resolveram investir no próprio negócio”, conta. Emprego Segundo o economista Denis Castro, esses números podem estar relacionados às contratações após a reforma trabalhista aprovada em 2017 pelo governo de Michel Temer (MDB), que flexibilizou normas trabalhistas e incentivaram a contratação por meio do regime de pessoa jurídica (PJ). “O número de MEIs é crescente porque o custo é muito menor para o empresário na medida em que a remuneração líquida do contratado via MEI é um pouco maior”, diz ele. Castro explica que o saldo de MEIs abertas é muito superior ao da criação de vagas formais de trabalho via CLT. De acordo com dados do Governo Federal, o saldo de vagas formais na região foi positivo em 1.228 vagas em setembro deste ano. Longe do ideal Segundo o economista, os dados sugerem que a recuperação econômica ainda é lenta na região. “A atividade econômica da região e do país não está crescendo da maneira que o país precisa e segue longe do que a população precisa. O número desempregados é bastante alto, como também é crescente o número de empregos precários de baixa remuneração”, conclui. Apesar das ressalvas de Castro, a analista do Sebrae diz que o MEI acaba ajudando esse trabalhador porque ele fica mais protegido de alguns benefícios, como afastamento pelo INSS e também crédito mais barato.