[[legacy_image_822]] Investir conforme uma carteira bem diversificada, uma estratégia que não é de hoje, ainda é eficiente para evitar perdas e turbinar a rentabilidade. Respeite seu perfil – conservador (não aceita perdas ainda que temporárias), moderado (aceita perdas desde que momentâneas e reduzidas) ou arrojado (corre riscos em troca de alto rendimento) e escolha produtos coerentes com seu temperamento. A coluna pediu à gestora de investimentos Magnetis carteiras para o três perfis. Provavelmente a que vai atender a maioria dos investidores é a conservadora. Como esse público costuma investir em caderneta de poupança, CDB e Tesouro Direto, que rendem menos devido à queda da taxa Selic, talvez seja a hora de assumir risco, ainda que pouco. O especialista da Magnetis, Daniel Jannuzi, recomenda 80% dos recursos alocados em CDB, LCI e LCA com vencimentos mais longos – após dois anos, o IR é menor. Destine 10% para fundos de crédito privado que rendem acima do CDI, 4% para multimercado e 6% em ações. Se você é moderado – suporta solavancos desde que menos intensos – o ideal é reduzir CDB, LCI e LCA com vencimento longo – deixe 56% nesse grupo, mantenha 10% em crédito privado acima do CDI e 14% em multimercado. Ações ficam com 20%. O arrojado tende a ser minoria. Tenha apenas 22% em CDB, LCI e LCA com vencimento longo, além de 10% em crédito privado acima do CDI. Multimercado fica com 27% e as ações com 41%. Para ter certeza se está dentro desse grupo, faça um teste: imagine que você tenha R\$ 10 mil em ações e que nesta semana perderam 20% do valor em 24 horas. Isso não é tão raro. Se ficar horrorizado, não é arrojado. O que é CDI: taxa de juros para empréstimos entre bancos, é parecida com a Selic. Hoje está a 4,4% ao ano. Se um produto é anunciado com 110% do CDI, ele rende “acima” do CDI e vai pagar 4,84%. Recursos Conservador: 80% em CDB/LCI, 10% em crédito privado, 4% em multimercado e 6% em ações Moderado: 56% em CDB/LCI; 10% em crédito privado, 14% em multimercado e 20% em ações Arrojado: 22% em CDB/LCI; 10% em crédito privado, 27% em multimercado e 41% em ações Riscos imobiliários Os fundos imobiliários (FIs) também estão expostos a riscos como qualquer dono de imóvel, conforme alerta o site Funds Explorer. O calote do inquilino é o mais comum. Sem o aluguel, o dividendo pago todo mês pelo FI ao cotista ficará comprometido. O mesmo vale para o FI com propriedades vagas. Desapropriação e tragédias, como incêndios e enchentes, também prejudicam o FI. Por isso, a competência dos gestores do fundo é fundamental. Leia sempre os relatórios. Coronavírus na bolsa Petrolíferas, mineradoras, siderúrgicas e empresas de alimentos já começam a sentir na bolsa o impacto das incertezas com o coronavírus. Como o foco está na China, comprador voraz de mercadorias, é por lá que os negócios sofrerão mais. Se tem algumas dessas ações, evite vendê-las após quedas acentuadas. O melhor é diversificar seu portfólio, comprando papéis poucos expostos à China, como varejo, saúde e bancos. Veja o que sua corretora recomendar. Gastos com Uber Se trocou o carro particular ou o ônibus por aplicativos como Uber, Cabify e 99, anote suas viagens ao longo do mês para evitar o descontrole. Registre os gastos em uma caderneta ou acompanhe os lançamentos no cartão de crédito ou o e-mail enviado pelo app após cada uso. Antes, estabeleça uma meta mensal para essa despesa e que não deverá ser ultrapassada. Assim, você não se tornará mais um passageiro que se endividou no cartão com esses apps.