BC também prevê lançar Pix Automático no próximo ano, sistema de cobrança aguardado pelas empresas (Marciobnws/Shutterstock) As novas regras do Pix entram em vigor a partir de novembro. Isso porque, segundo o Banco Central (BC), houve um aprimoramento nos mecanismos de segurança da transação bancária para combater as fraudes e golpes. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre as várias mudanças, as transferências realizadas em novos dispositivos serão limitadas a R\$ 200, e o total diário dos envios a partir de celulares e computadores não cadastrados nos bancos ficará restrito para R\$ 1 mil. Quem quiser movimentar valores maiores, vai precisar cadastrar os aparelhos nas instituições bancárias. Como a medida vale para celulares ou computadores desconhecidos pelo sistema bancário, nada muda para os dispositivos que já foram utilizados para realizar transferências. O objetivo é identificar transações atípicas ou não compatíveis com o perfil do cliente, segundo o BC. Não são apenas os usuários que precisarão fazer algumas adaptações. As instituições financeiras também deverão se adequar às novas regras. Por exemplo, será necessário utilizar solução de gerenciamento de risco de fraude que contemple as informações de segurança armazenadas no BC e que seja capaz de identificar transações atípicas. Os bancos também devem disponibilizar um canal eletrônico para os clientes com informações sobre os cuidados que devem ser tomadas para evitar fraudes. Além disso, as instituições serão obrigadas a verificar, pelo menos uma vez a cada semestre, se os clientes possuem alguma marcação de fraude na base de dados. O intuito desta verificação é que esses clientes sejam tratados de forma “diferenciada”, segundo o BC; seja por meio do encerramento do relacionamento ou do uso do limite diferenciado de tempo para autorizar transações iniciadas por eles e do bloqueio cautelar para as transações recebidas. Automatização para 2025 O BC ainda destacou que, além da aprovação das novas regras de segurança, também estipulou o lançamento do Pix Automático em 16 de junho de 2025. O mecanismo deve facilitar cobranças e pode, ainda, ser utilizado como forma de recebimento de empresas de diversos segmentos, especialmente pelo setor de serviços. Autorização prévia Os adeptos terão que autorizar as transações previamente pelo celular e escolher a periodicidade de cada pagamento. Com isso, o usuário poderá ter mais comodidade e fazer as transações sem se autenticar todas as vezes. Para quem recebe, o intuito do Banco Central é aumentar a eficiência, diminuir os custos dos procedimentos de cobrança e reduzir a inadimplência. O que muda para o usuário Transferências realizadas em novos celulares serão limitadas a R\$ 200; O total diário dos envios de Pix a partir de celulares e computadores não cadastrados nos bancos ficará restrito a R\$ 1 mil; Quem quiser movimentar valores maiores, vai precisar cadastrar os aparelhos nas instituições bancárias; Nada muda para os celulares que já foram utilizados para realizar transferências. O que muda para os bancos As instituições terão que utilizar solução de gerenciamento de risco de fraude que contemple as informações de segurança armazenadas no BC e que seja capaz de identificar transações atípicas; Os bancos devem lançar um canal eletrônico para os clientes com informações sobre os cuidados a serem tomados para evitar fraudes; As instituições serão obrigadas a verificar a cada semestre se os clientes possuem alguma marcação de fraude na base de dados.