[[legacy_image_112179]] Quem pesquisar o preço da gasolina pode conseguir uma economia de até 11%, segundo apurou A Tribuna em postos de gasolina do Centro, Valongo e Jabaquara, em Santos. O preço do litro varia de R\$ 5,76 até R\$ 6,44, uma diferença de R\$ 0,68. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em um carro popular, um tanque médio de 54 litros pode ficar R\$ 36,72 mais barato. Esse valor equivale por volta de seis litros de gasolina a mais no carro, o suficiente para uma viagem de Santos até a Avenida Paulista, em São Paulo (considerando um carro popular que faça 13 km/l). Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana entre 19 e 26 de setembro, o preço médio da gasolina em Santos era de R\$ 5,975. Esse valor não considera o aumento de 7,2% que a Petrobras anunciou na última sexta-feira (8). Nas refinarias, o preço do combustível passou de R\$ 2,78 para R\$ 2,98, reajuste médio de R\$ 0,20. A estatal afirmou que este é o primeiro aumento em 58 dias. De janeiro a setembro, o preço da gasolina variou 30,62% nos postos santistas. Na semana de 3 de janeiro custava R\$ 4,574 e em 26 de setembro, R\$ 5,975, variação de R\$ 1,40 ao longo de 2021. Em nota, a Petrobras disse que “o reajuste reflete parte dos patamares internacionais de preços do petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial e da taxa de câmbio, dado o fortalecimento do dólar em âmbito global”. Na segunda-feira (11), o preço do barril de Petróleo Brent fechou em alta de 1,28%, cotado a US\$ 83,67. Desde 1º de janeiro, já subiu 61%. Etanol Motorista de aplicativo desde o início da pandemia, Antônio Henrique, de 31 anos, costuma fugir do preço da gasolina abastecendo com etanol. “Gasolina está impossível” justifica ele, também achando esta opção não mais tão vantajosa. O engenheiro Humberto Pela, de 53 anos, mora em São Paulo, mas possui parentes em Santos. Ele diz que aproveita a descida em postos com mais promoções para abastecer, mas reduziu o uso do carro. “O que for possível fazer a pé, eu faço. Estou evitando o máximo possível porque é difícil fugir, os preços nos postos são todos parecidos”. O empresário santista Henrique Antunes, de 62 anos, tem um Landau, com mais de 40 anos, com dois tanques de combustível. Apesar de dizer que gasta pouquíssimo com manutenção, não é sempre que dá para sair com o “xodó”. “Não o uso sempre. Minha esposa tem um carro popular, que serve para os momentos em que mais precisamos sair, como quando vou ao escritório”, afirma ele. O empresário desabafa sobre os aumentos e diz que o Governo Federal tem culpa. “Isso é uma irresponsabilidade do presidente Bolsonaro. Porque esses aumentos também estão ligados à inflação e aos outros problemas que nós já temos”, diz. A gasolina aumentou 38,11% nos últimos 12 meses, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). As altas nos preços dos combustíveis afetam a inflação, que registrou alta de 1,16% em setembro, na comparação com agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior alta desde que começou o Plano Real. Ainda segundo o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 10,25% nos últimos 12 meses. Liberdade O presidente do Sindicombustíveis Resan, José Camargo Hernandes, que representa o comércio varejista de derivados, afirmou que as empresas são livres para cada uma estabelecer seu preço de venda ao consumidor, levando em consideração os seus custos a partir dos preços nas distribuidoras. “Lembrando que cada uma tem sua particularidade”, disse. Ele recordou que não são só os aumentos da gasolina os responsáveis pelo preço da gasolina nas bombas. “As variações de preço do etanol (anidro) têm sido muito frequentes”. O etanol anidro é misturado à gasolina (27% de sua composição). No último dia 1º, o custo do litro do Etanol Anidro era de R\$ 3,81, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP).