[[legacy_image_294997]] Uma parceria entre a plataforma de educação para empreendedores Worklover e o Banco do Povo Paulista, do Governo do Estado, promete educar microempresários para uma melhor utilização do crédito, evitando a mortalidade precoce das empresas. De acordo com a fundadora da Worklover, Paula Esteves, a parceria surgiu após ela assistir a uma palestra do secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, Jorge Lima, na qual falou sobre a inadimplência das empresas que tomam crédito do setor público. A partir daí, Paula ofereceu ao secretário o seu método, denominado Método P, para resolver o problema de inadimplência dos microempreendimentos. “O meu sistema já gera o plano de negócios com quanto ele (empreendedor) precisa de capital de giro. A Worklover mentora essas pessoas por três meses e a gente vê qual foi o aumento de faturamento que tiveram”. De acordo com ela, em seu método, os alunos, além de assistirem às aulas, têm que preencher uma apostila on-line. Uma inteligência artificial lê todas as informações e as utiliza para desenvolver um plano de negócios. “O que queremos fazer é a educação antes do crédito. O curso, na verdade, é um treinamento de gestão, porque a gente acompanha esse empreendedor por um período com mentorias pontuais mensais para ver como ela está usando esse dinheiro e o quanto o negócio dela está aderente ao que foi projetado no plano”, afirma. A intenção, segundo Paula, é começar o trabalho com empreendedores que tiveram o crédito negado no Banco do Povo. “São empreendedores que têm alguma dificuldade, seja ela o nome sujo ou um plano de negócios mal estruturado. A gente vai resgatar essas pessoas e dar uma nova oportunidade de elas terem crédito”. Ameaças às microsO objetivo da Worklover é a redução da taxa de mortalidade das microempresas. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Cidade de São Paulo, ela está em 76% no primeiro ano. De acordo com a fundadora da Worklover, Paula Esteves, a taxa de mortalidade dos empreendimentos dos alunos de seu curso é de 6,78%. “O nosso grande objetivo é reduzir a taxa de mortalidade das microempresas, que movimentam mais de 70% do mercado empreendedor brasileiro”. Além disso, a Worklover trabalha com a meta de aumentar o faturamento médio das empresas que estiverem na plataforma durante os três meses em 15%. Entretanto, Paula Esteves faz um alerta. Para o sucesso do empreendimento, o microempreendedor deve ter diversos cuidados ao utilizar o crédito, valor que chega até R\$ 21 mil. “O microempreendedor não pode usar esse dinheiro para comprar ativos imobilizados, mas sim como capital de giro para poder aumentar as vendas e o fluxo de pagamento dos clientes, ou seja, poder parcelar mais para o cliente sem ficar devendo”. Antes disso, contudo, Paula afirma que um plano de negócios é primordial. Assim, o empreendedor consegue mensurar o quanto de capital de giro precisa para poder crescer. “É um grande erro que se faz, pois esse microcrédito é muito pequeno e tem que ser muito bem alocado”.