[[legacy_image_111428]] Em 7 de novembro, a coluna passou a levantar todo o começo de mês as ações preferidas das corretoras para investimento nos próximos 30 dias. Desde então, a Vale sempre liderou. Ótima pagadora de dividendos e sempre surfando com o crescimento da China, a empresa parecia ser imbatível. Mas em setembro último, o mercado virou para ela e a companhia perdeu a liderança do balanço mensal da coluna para o Itaú Unibanco. De 18 corretoras com carteiras publicadas no portal financeiro ADVFN, contadas uma a uma pelo colunista, o mais famoso dos bancões levou nove indicações – Vale e Petrobras conseguiram oito cada. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo relatório do Safra, o Itaú Unibanco é o banco mais atraente do setor devido à cisão de suas ações com as da XP (o Itaú era acionista da corretora) e que vale a pena investir no segmento bancário com o cenário de juros em ascensão. O Itaú também está com planos de redução de custos, como migrar seus sistemas de TI para nuvem, e de novos produtos, como a consultoria de investimentos Íon, disputa por pequenas empresas e foco na venda de seguros. Já a Vale segue com um problemão – o governo chinês forçou a queda das cotações das commodities, como o minério de ferro, que recuou 27% neste ano. Como a Vale detém reservas gigantescas em Carajás e em outras minas, seu valor de mercado sentiu o impacto e despencou 18% em um mês (-13% no ano). Para efeito de comparação, em 1o de maio passado, a Vale valorizava 153% em 12 meses. Por trás da queda da Vale também está a tensão na China com a esperada falência da construtora Evergrande, consumidora de aço, um produto com minério de ferro. Mas a Vale é uma companhia sólida e forte geradora de caixa, passando por volatilidade comum a empresas de commodities. Por isso, continua entre as mais indicadas. A Petrobras, mesmo sujeita a interferências políticas, é bem votada por melhorar seu lucro e pagar bons dividendos, além de desfrutar da arrumação feita na empresa, como a redução da gigantesca dívida.