[[legacy_image_138441]] No primeiro dia do ano, que tal definir de cara os investimentos para você inflar seu pé de meia? Primeiro olhe para três fatores – juros básicos, inflação e dólar. O primeiro vai subir mais, mas se o segundo (inflação) cair, os juros vão recuar em consequência. Mas ambos não devem ter nenhuma queda forte, até porque pressões extras (petróleo) podem vir do exterior. O dólar pode superar os R\$ 6 a depender da tensão na campanha eleitoral (por exemplo, se Lula agitar o mercado) ou se os juros subirem nos EUA (a bolsa cai aqui e a turma compra dólar para fugir). Aliás, a subida dos juros nos EUA não deve ser nos primeiros meses deste ano. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Feitas essas observações, já dá para ter uma ideia sobre as metas para este ano. Nada de mudanças bruscas, tirando tudo daqui e jogando ali, o que faz pagar Imposto de Renda ou tomar prejuízo. A opção pela renda fixa é óbvia, pois os juros estão convidativos. Faça uma escada de prioridades: o primeiro degrau é Tesouro Selic como reserva (para emergências) e só depois CDB, LCI, Tesouro Direito (papéis IPCA ou prefixados) e fundos de renda fixa (mais de um). Se vai comprar CDB, os bancos pequenos pagam mais, mas não ultrapasse o limite de R\$ 250 mil do Fundo Garantidor. Pesquise fundos de debêntures incentivadas, papéis de projetos de infraestrutura que são isentos de IR. Depois do primeiro degrau (o colchão de reserva) e do segundo (renda fixa), o terceiro é a renda variável. Muita gente impaciente ou assustada fugiu da bolsa porque ela caiu bastante, mas há empresas boas, como bancos (que ganham muito com juros altos), com ações desvalorizadas. O pequeno investidor com ações deve mirar o longo prazo (como três ou mais anos). Há os fundos imobiliários, que pagam lucros dos aluguéis todo mês. Com menos de R\$ 100 dá para investir todo mês (tanto em ação quanto em fundo imobiliário). Há ainda outros dois degraus. O quarto é o do câmbio e o quinto, das criptomoedas. São para correr risco para valer. Eles podem ficar com 1% ou até 5% do seu capital. Se despencarem, você não vai se assustar.