[[legacy_image_161296]] Com os juros básicos em 11,75% ao ano, conforme o Banco Central decidiu na última quarta-feira (16), o investidor tem a oportunidade de ganhar rentabilidade de pelo menos 0,93% ao mês. É muito, lembrando que a Selic estava em 2,75% ao ano em março do ano passado. Por isso, não há sentido ir para outras opções arriscadas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os produtos de renda fixa mais conhecidos são CDB, letras (LCI e LCA), Tesouro Direito (Prefixados, Selic e IPCA+) e fundos DI. Não dá para pensar em caderneta de poupança, que paga 0,6% mensal e perde inclusive para a inflação, que está em 1,01% ao mês pelo IPCA (em 12 meses, a Selic daqui para frente supera o IPCA, de 10,54%). Como as opções são diversas, o melhor é escolher os papéis que dão tranquilidade ao mesmo tempo em que carregam algumas vantagens. Por exemplo, o Tesouro Prefixado paga perto de 12,4% (10,3% líquidos) ao ano, mas os analistas recomendam escolher o vencimento mais curto (2025) para não ficar preso no longo (2029), porque a inflação pode subir e o papel não cobrir essa alta. Já o IPCA+ protege o poder aquisitivo ao mesmo tempo em que dá uma taxa prefixada (por isso tem o sinal +). O Tesouro Selic praticamente replica a Selic e é bom para substituir a caderneta. Se quiser menos trabalho, há os fundos DI. Compare as taxas de administração e escolha a menor – não fique apenas com o fundo do seu banco. Use portais de comparação, como o Yubb, para achar outros DI. Nos outros papéis, como CDB e LCI, não ultrapasse o teto do fundo garantidor (R\$ 250 mil por CPF na instituição) e compare taxas. Aqui também não tem fidelidade com seu banco. As instituições pequenas pagam mais que os bancões. Em todas as opções, antes de escolher a melhor rentabilidade, observe data de vencimento, tributação (LCI ainda é isenta). Considere ainda seu objetivo: se é reserva de emergência (o dinheiro não pode ficar preso) ou para formar patrimônio ou compra futura, o que permite deixá-lo preso por um tempo (baixa liquidez).