[[legacy_image_123054]] Ao invés da B3 (antiga Bovespa), o Nubank escolheu a Bolsa de Nova Iorque (Nyse, na sigla em inglês) para abrir seu capital (IPO, sigla também em inglês para oferta pública inicial) no próximo mês. Esse IPO causa certo furor porque o valor de mercado do banco digital brasileiro deverá superar os dos bancões Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. O Nubank justifica a opção pela Nyse alegando que está se expandindo mundialmente, até o momento, para a Colômbia, México e Argentina. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Porém, lançar ações em Wall Street ao invés da B3 não é novidade. A XP escolheu Nova Iorque para abrir seu capital. O Banco Inter e Lojas Americanas devem migrar para lá. A leitura é de que o mercado de ações brasileiro é limitado por impactos constantes da crise fiscal do governo, inflação, que de tempos em tempos impõe juros altos, e constante disparada do dólar, fenômenos que retiram capitais da bolsa para outros investimentos, geralmente renda fixa, ou fuga para o exterior. Essa fragilidade interna contraria as ambições das fintechs, negócios digitais de finanças que buscam crescimento rápido para remunerar seus fundadores e principalmente grande investidores. A vantagem para ofertar ações em Wall Street, além da estabilidade da economia americana, é dispor de mais capitais e atrair investidores do mundo todo sem os riscos no Brasil, que tem regras que mudam a qualquer momento e muitos impostos. Aliás, isso não é uma desvantagem só do Brasil. O Mercado Livre, que é argentino, abriu capital nos EUA e é a empresa mais valiosa da América Latina, à frente da Vale. Isso não impede que o investidor brasileiro compre ações dessas companhias em Nova Iorque. Basta abrir conta em corretoras americanas via internet (há algumas especializadas em clientes brasileiros) ou ficar no Brasil mesmo e comprar BDRs na própria B3. Essa BDR é um título brasileiro que replica uma ação negociada no exterior. Também é possível comprar na B3 as BDRs de gigantes como Apple, Facebook e Tesla. Há centenas de opções.