[[legacy_image_220109]] Uma a uma, as principais moedas capitulam frente ao dólar, como euro, libra e iene, adiando a previsão de que a divisa americana entrará em decadência. Entretanto, veio a pandemia e com ela a inflação mundial, levando o BC dos EUA a deflagrar a alta dos juros. Como os títulos americanos são mais seguros e agora pagam mais, capitais do mundo vão para esses papéis. Além de aumentar a procura por dólar, o próprio movimento de comprar os treasuries (títulos de lá) tira a moeda do mercado, aumentando seu valor. Assim, o dólar domina. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No Brasil, os economistas há tempos recomendam investir uma pequena parte do patrimônio, menos de 5% do total, no câmbio, mais para se proteger do que especular. Por aqui, a moeda funciona como proteção extra nas crises e no vaivém da inflação. Sempre para diversificação, é possível investir por meio de fundos cambiais. Também dá para ficar exposto na moeda comprando ativos estrangeiros, como ações americanas ou BDRs, que são títulos negociados na bolsa brasileira que espelham os papéis dos EUA. Ou ainda investir em ações diretamente nos EUA, em Reits (fundos imobiliários de lá) ou ETFs (fundos passivos que seguem um índice) lá fora ou no Brasil mesmo. Dá ainda para comprar moeda em espécie nas corretoras de câmbio (cuidado com taxas ou onde guarda em casa) ou investir em stablecoins, criptos pareadas em dólar, como USDC ou Tether. É recomendado investir em dólar se você tem compromissos na moeda, como viagem ou despesa com filhos no exterior. A ideia não é faturar, mas se proteger das oscilações. Por exemplo, se haverá um gasto futuro de US\$ 1 mil, invista até atingir igual valor. Se o câmbio disparar, seu investimento também vai valorizar, cobrindo futuramente essa despesa extra. Para formar uma bolada em dólar, compre aos poucos, uma vez por mês. Dessa forma, se atinge um valor médio, atenuando as altas no longo prazo. Em caso de férias, jamais adquira moeda pouco antes do voo. Uma disparada pode deixar a viagem mais cara de 20% a 50% em poucos dias.