[[legacy_image_86086]] Desde o fundo do poço no último dia 20, aos US\$ 29.793, o bitcoin até as 18 horas de ontem subia 37%, aos US\$ 40.869, uma valorização impensável para a maioria dos investimentos. Quem arriscou comprando na baixa (poderia ter caído ainda mais) – acertou. Observando um prazo mais esticado, desde janeiro, a cripto está 33% abaixo do pico de US\$ 61.195 em 13 de março. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Por isso, os analistas acham que a cripto tem potencial para se recuperar nos próximos meses. Porém, os mais empolgados com altas estratosféricas, de até US\$ 100 mil ainda neste ano – uma valorização de 144% – são poucos, tamanho foi o trauma com a queda das cotações até o dia 20. Antes da desvalorização, o bitcoin tinha uma capitalização de US\$ 1 trilhão e agora está abaixo de US\$ 780 bilhões, segundo o portal financeiro ADVFN. A recente recuperação é atribuída a alguns fatores pontuais. Mais uma vez o bilionário da Tesla, Elon Musk, falou da cripto, mas de forma positiva, de que sua empresa poderá aceitar bitcoins. Além disso, a Amazon, essa sim um colosso empresarial, também sinalizou que vai operar com a moeda virtual. Outros fatores também podem sacudir o bitcoin, como os movimentos dos governos na tentativa de regularizar o uso de criptomoedas. A China, que proibiu a mineração (processamento das operações de bitcoin), é provavelmente a principal causa das quedas passadas, mas aparentemente o país se acalmou. Há ainda as suspeitas das autoridades americanas sobre fraude bancárias por gestores do Tether, uma stable coin, cripto com lastro em dólar. Esse ativo é muito visado por ser mais estável (por estar atrelado ao dólar) que o bitcoin e operado por investidores para migrar de uma cripto ou outra. Para encerrar, fica o alerta sobre os analistas que propagandeiam criptos pouco conhecidas, mas de potencial de supervalorização. Muito cuidado, pois são projetos que podem não se consumar eficientes e assim perder rapidamente boa parte do que valiam. Dólar com fôlego Basta alguém voltar a cravar que o dólar vai cair abaixo de R\$ 5 e ele surpreende de novo. Ontem, notícias de que o governo vai gastar além do teto jogaram a moeda para mais de R\$ 5,20. Se você tem compromissos na moeda ou vai viajar para fora, compre aos poucos. Vale x BB Seguridade Vale e BB Seguridade estão entre as ações que mais pagam dividendos. Porém, têm desempenho bem opostos em um ano – enquanto a mineradora subiu 91%, a seguradora caiu 19%. Mas a Vale tem mais risco por estar exposta a dólar e cotação do minério de ferro. Fundo de games O Tech Games, fundo que investe em empresas dos jogos GTA, Mario, Playstation, Fifa e World of Warcraft, rendeu 20,11% desde novembro. Ele é bem acessível, pois exige aporte mínimo de R\$ 100, mas é arriscado – é para quem suporta o vaivém da rentabilidade.