[[legacy_image_140611]] O anúncio do Federal Reserve, o BC americano, na tarde da última quarta-feira (5), de que vai antecipar a subida dos juros para enfrentar a inflação, assustou tanto o mercado a ponto de ferir até mesmo o bitcoin. A cripto rondava a casa dos R\$ 260 mil entre 15 e 16 horas e, então, passou a despencar, caindo abaixo de R\$ 250 mil três horas depois, com suave melhora em seguida. Esse exemplo mostra a importância da decisão do Fed, que tem força para influenciar a renda variável (bolsa e moedas) nos próximos meses. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O efeito que o investidor deve observar é que a subida dos juros dos EUA – a ideia do Fed é fazer três altas de 0,25 ponto percentual nos títulos americanos – retira capitais dos emergentes, como o Brasil. O mercado americano é o mais seguro do mundo e como os títulos de lá passarão a pagar mais, não faz sentido para grandes fundos, entre outros investidores institucionais, deixar dinheiro em mercados arriscados. No caso do Brasil, neste ano o risco eleitoral preocupa ainda mais os investidores internacionais. Esse público está de olho na disposição do presidente Jair Bolsonaro de gastar além dos limites para garantir votos e, do outro lado, se Lula vai apresentar propostas que aumentam as despesas públicas. Para esses investidores, inclusive os brasileiros com muitos capitais, ficarem no Brasil, haverá mais pressão por juros, o que favorece a renda fixa. Entretanto, a bolsa deve sofrer mais. Essa possibilidade tem causado muita preocupação em investidores que entraram na bolsa nos últimos anos, em um longo período de valorização, e que não estão acostumados com tempos de baixa. Porém, isso não é novidade no Brasil. Os juros em geral sempre acabam subindo no Brasil, deixando a bolsa para os especialistas, como gestores dos fundos e grandes investidores. Mesmo enfraquecida pelos juros altos, a bolsa sempre tem oportunidades. Os analistas têm apontado algumas ações defensivas (boas para aguentar o tranco quando o Fed subir os juros), como bancos e exportadoras, como companhias de celulose, proteína animal e mineração.