[[legacy_image_266487]] Uma das febres do momento, principalmente entre os influenciadores de finanças pessoais, é investir no exterior, inclusive com quantias pequenas. O principal mote é diversificar, não dependendo apenas do Brasil, sempre instável e sujeito a crises e baixo crescimento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Outro atrativo é ganhar com o câmbio. Como o dólar está em queda (pelo menos se a comparação é de curto prazo), em tese compensa enviar dinheiro para investir lá fora devido à moeda mais barata. Mas se o dólar subir, a ação americana comprada poderá ter dupla valorização. Vamos supor que se comprou XYZ por US\$ 10 quando o dólar estava a R\$ 5. Em um ano vende-se a XYZ, cujo papel subiu 10%, para US\$ 11. Mas o câmbio foi para R\$ 6. No fim das contas, desconsiderando taxas e impostos, seu investimento de R\$ 50 evoluiu para R\$ 66, alta de 32%. Mas se um ano depois a moeda americana cai a R\$ 4,50, os R\$ 50 em 12 meses passam a valer R\$ 49,50. Mas essa conta não pode ser observada friamente assim, porque há inflação nos EUA e no Brasil e ainda outras opções de investimentos nos dois países. E quando se fala em alternativas, a terceira vantagem de se investir no exterior é a variedade da qualidade, como empresas gigantescas e sólidas ou inovadoras e líderes mundiais, fundos imobiliários fenomenais, títulos do Tesouro americano e também papéis europeus, japoneses e chineses. Fica o desafio de escolher o melhor, mas uma das dicas é comprar ETFs, fundos que espelham um índice. Há ETFs no Brasil, mas existem milhares deles nos EUA replicando metais, ações, índices de bolsa (os Ibovespas locais) de vários países e títulos públicos. Para investir lá fora é preciso abrir conta em corretora estrangeira, inclusive com site em português e controlada por bancos brasileiros. Antes, veja os custos e se você vai ficar inseguro de comprar papéis de ativos em um outro país. Não se guie apenas pela propaganda. Outra dica: comece com pouco dinheiro e aplique todo mês, como se fosse uma degustação, conhecendo os mercados sem pressa.