[[legacy_image_272061]] Enquanto muitos brasileiros infelizmente estão atolados em dívidas, uma parte corre para melhorar seu padrão de vida por meio dos investimentos. O aumento do patrimônio vem no longo prazo, com disciplina e aportes todo mês. A forma de usufruir mais cedo uma parte disso é embolsar dividendos ou juros, mantendo o principal investido. Entretanto, essa remuneração antecipada poderá diminuir o tamanho da bolada lá no futuro (não é regra). Mas se o seu objetivo é formar patrimônio, sem embolsar nada agora, os recursos crescem feito bola de neve. Se sua ideia é gastar uma parte agora, a estratégia é a de obter renda, porém, reduzindo seu potencial de acumular patrimônio. Para formar renda, uma das formas mais práticas são comprar cotas de fundo imobiliário, que distribuem mensalmente o lucro com o aluguel dos inquilinos dos imóveis de seu portfólio. Há ainda a possibilidade de comprar ações de empresas pagadoras de dividendos. Trata-se da distribuição do lucro, de tamanho decidido em assembleia de acionistas. Empresas que crescem rapidamente tendem a pagar menos porque precisam investir no próprio negócio. Isso não é ruim, pois se a companhia aposta nela mesma, é sinal de valorização das ações. Mas as já consolidadas ou que têm receita estabilizada, como distribuidoras de energia e concessionárias de saneamento, se forem bem administradas, chegarão a uma fase de altos lucros. Negócios monopolistas ou atrelados a cotações de commodities, como mineração e petróleo, revezam épocas de altíssimo rendimento para caçadores de dividendos com momentos de baixo retorno. Essas remunerações variam de companhia para companhia, como anual, semestral ou mensal. Outra forma de antecipar renda é investir no Tesouro Direto, nos títulos com “juros semestrais”. Esses juros, ao invés de serem remunerados só no vencimento do papel, são pagos duas vezes por ano. Algumas debêntures (títulos de empresas que pagam juros ao investidor) e outros papéis emitidos por bancos ou companhias também antecipam juros, mas o risco é bem maior. Se o emissor entrar em recuperação judicial, como muitos casos agora, o investidor poderá perder seu dinheiro na base do calote. O certo é comprar vários papéis para diluir o alto risco e exigir juros altos. Mas isso é para quem tem mais dinheiro.