[[legacy_image_94127]] Neste mês, o segmento de fundos imobiliários sentiu a queda da bolsa e a concorrência da renda fixa, com a alta da taxa Selic, que deve continuar em setembro com previsão de chegar a 6,25% ao ano. Por isso, o Ifix, o Ibovespa dos FIs, caiu 4,7% em agosto. Você não precisa abandonar os FIs, mas tem que ser mais exigente. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Um dos maiores especialistas da modalidade, o professor Marcos Baroni, recomenda compará-los com o Tesouro Direto, observando a taxa que o Tesouro IPCA paga além da inflação. Na quinta-feira, elas estavam entre 4,78% e 4,92% ao ano. Confira se o dividend yeld (remuneração mensal em relação ao preço da cota) supera a taxa do título público. Não precisa considerar o IPCA, porque os contratos de aluguel dos imóveis do FI também são corrigidos pela inflação. Mas se o fundo for de papel (investe em títulos imobiliários e não diretamente com aluguéis), o melhor é comparar a rentabilidade desse FI com o CDI. Essa não é única análise a ser feita para avaliar um FI. Observe o desempenho do fundo ao longo dos anos, quem é o gestor e o P/VPA, que corresponde ao preço da cota dividido pelo valor patrimonial (VPA é a divisão do patrimônio líquido do fundo pelo total de cotas desse FI na bolsa). Se o P/VPA for maior que 1, o preço da cota está caro e, se abaixo, barato. Esse índice está disponível no site Funds Explorer. Esse referencial não é perfeito, pois um imóvel de um fundo pode estar avaliado bem acima do que realmente o mercado pagaria. Por isso, é preciso considerar vários fatores antes de escolher um fundo. Se achou muito difícil ou está começando, veja a carteira recomendada por sua corretora e inicie com valores pequenos. FIs são renda variável e você tem que diversificar seus investimentos, comprando fundos de setores diferentes. Entretanto, em tempos de pandemia que desvalorizou edifícios de escritórios e de inflação alta, os FIs de papel têm hoje o melhor desempenho. Mas isso não significa que os de tijolo (donos de imóveis) não decolem se a economia voltar a se abrir e crescer.