Onde investir: ETF x fundos

A grande diferença entre os dois é fundamental para a rentabilidade de cada um. Trata-se da gestão, que é passiva no ETF e ativa no fundo

Quem acha complicado buscar diretamente um ativo para investir, como ações, Tesouro Direto e até bolsa americana, pode experimentar ETFx (Exchange Traded Funds ou fundo negociado em bolsa) ou fundos de investimentos. Em ambos, na prática, o investidor terceiriza a gestão. Paga-se uma taxa de administração para gestores cuidarem das operações de compra e venda do dia e dia e das estratégias de busca da rentabilidade. Nos detalhes, são bem diferentes. A começar pela forma de investir – os dois são vendidos em cotas, mas o ETF é comprado como se fosse uma ação na bolsa. Você vai abrir o home broker, digitar a sigla do ETF e comprar a quantidade que desejar. Já o fundo tradicional basta fazer a transferência por meio de seu internet banking ou no app da corretora.

A grande diferença entre os dois é fundamental para a rentabilidade de cada um. Trata-se da gestão, que é passiva no ETF e ativa no fundo. O ETF persegue e REPLICA a referência que ele segue, como o Ibovespa, o S&P 500 (índice de ações dos EUA), índices de dividendos ou small caps da B3 (antiga Bovespa), ou títulos do Tesouro Direto ou americano. Se o Ibovespa subir 5% ou cair 7%, o ETF que o segue renderá bem parecido. Isso se dá porque esse ativo comporá uma carteira com a mesma proporção das ações que compõem o Ibovespa.

Já os fundos de investimentos, apesar de haver passivos, são ativos. O gestor vai montar uma carteira para proporcionar boa rentabilidade ao investidor. É ativo porque faz a composição que entende que vai garantir os resultados almejados. 

Se a ideia do investidor é se acostumar com a volatilidade da bolsa, o melhor é comprar um ETF que replica ações (Ibovespa, dividendos, small caps ou S&P 500). Para ir aprendendo, compre aos poucos. Na bolsa, eles custam por volta de R$ 100. Nada de vender nas quedas. Se não gostou, espere pela recuperação. Se no ano passado o Ibovespa subiu 30%, neste ano, está a apenas 2%. Mas ambos não são padrão. Os ganhos geralmente ficam abaixo de 10%, no positivo. Por isso, a necessidade de pensar no logo prazo, que intercala grandes altas e baixas e na média proporciona ganhos. 

Já o fundo é para quem pretende aumentar patrimônio, ficando sujeito a regras para aplicações iniciais e restrições para resgatar. Bons fundos costumam fugir do pequeno investidor, mas há exceções. 

Custo para investir

Os ETFs têm uma vantagem sobre os fundos tradicionais – a taxa de administração é mais barata, se comparada com as dos fundos de ações. Os ETFs comprados na B3 têm taxa entre 0,2% e 0,7%, enquanto os fundos podem custar 2%. A diferença é que os fundos, por serem ativos, podem conseguir rentabilidades incríveis mesmo quando o Ibovespa cai. O Ibovespa é uma carteira com 75 empresas. O gestor de um fundo faz sua seleção, mas o ETF não –apenas replica a composição do Ibovespa.

Hora dos dividendos

Uma das maravilhas de quem investe em ações é o dividendo, a distribuição do lucro das companhias. O ETF também dá direito a dividendo. Se o ETF for negociado na B3, sua participação na bolada será paga em mais cotas, diferente de quem investe direto em ações, quando o dividendo fica disponível na sua conta. Mas se você comprar ETF nos Estados Unidos, a distribuição também ficará disponível na conta que você abriu na corretora para operar lá.

Milhares lá fora, poucos aqui

Há milhares de ETFs no exterior, mas poucos no Brasil. O site da B3 lista apenas 17, mas nem todos têm liquidez (quando você quer negociá-lo no home broker, acha fácil comprador ou vendedor). Os mais comuns são o BOVA11 (segue o Ibovespa), SMALL11 (small caps), IVVB11, DIVO11 (dividendos) e IMAB11 (Tesouro Direto). Em um ano, o BOVA11 subiu 1,64% e o Ibovespa, 1,53%. Se quiser ETF lá fora, os destaques são SPY (S&P 500) e SHV (Tesouro americano). 

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