[[legacy_image_234318]] A experiência dos últimos anos é de que o câmbio é inevitável para o brasileiro proteger o seu capital. Mas não é mais preciso comprar dólar em espécie, como nos anos 1980. Além de possuir um pequeno percentual, por exemplo, entre 1% e 5% de todo o capital, em dólar ou fundo cambial, há a estratégia de investir em ações ou fundos imobiliários americanos, que são os Reits (basta abrir conta em corretora lá fora especializada em brasileiros). Além de faturar com eventual valorização desses papéis, o investidor ganhará também com a cotação da moeda. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Outra forma é investir em companhias da Bolsa brasileira que têm receita de exportação, como minério de ferro, siderurgia, papel e celulose, proteína animal e agronegócio. Basta observar a cotação dessas ações, que geralmente sobe quando a moeda americana se valoriza. Entretanto, é preciso ter um olhar clínico, pois o valor de cada companhia também vai variar conforme a cotação internacional de seu produto (ferro, soja, celulose). A Petrobras é um grande exemplo, pois se valoriza quando o petróleo sobe, mas é um caso à parte, pois está sujeita à mão do governo – Lula diz que vai “abrasileirar” a política de preços da petrolífera. Não se sabe no que isso dará. E se o dólar cair? Isso também vai ter o efeito contrário nos investimentos atrelados ao câmbio. Por isso, o investidor deve mirar outros fundamentos do papel, no caso de ações, observando qualidade da gestão, lucro, endividamento e se a cotação está barata e tem potencial de valorização. E ainda se sua matéria-prima, das carnes ao metal, está em fase de alta ou baixa. De qualquer forma, ações de empresas de commodities (minerais e agropecuários com cotação internacional) são muito voláteis e cíclicas. Há épocas em que sobem sem parar e outras nas quais despencam. Se o seu caso é ter dólar ou euro para viajar ou estudar fora, faça compras pontuais todo mês. Não deixe para adquirir tudo perto do uso, pois há muito risco de se topar com uma disparada, o que pode encarecer sua viagem de forma cruel.