[[legacy_image_113607]] O mercado cripto está em polvorosa com a valorização do bitcoin, com analistas apostando que a principal divisa digital caminha para US\$ 100 mil até o fim do ano. Muitos preferem não cravar previsão – ou chute – e apenas admitem que vai subir. Na última sexta-feira, o bitcoin valia, às 18h, US\$ 62.266, seu maior nível desde maio. De fevereiro a maio, o BTC (sigla que representa o bitcoin) permaneceu nas alturas, na casa dos US\$ 50 mil (pico de US\$ 63.518 em 13 de maio), mas de 15 de maio até julho caiu para o patamar de US\$ 30 mil, subindo para US\$ 40 mil em agosto e setembro. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Agora muita gente ensaia entrar ou voltar para esse mercado, seduzido pela possibilidade de ganho. Porém, acertou quem aproveitou entre meados de maio e até o mês passado para fazer compras parceladas para embolsar o preço baixo. Há uma similaridade deste mercado com o de ações, fundos imobiliários, câmbio e até imóveis, o de aproveitar a baixa e lucrar na alta. Como não se sabe se realmente o BTC vai chegar aos US\$ 100 mil ou superar isso, dá para investir, só que o potencial de ganho será menor. Em hipótese alguma destine seus recursos, inclusive o de compromissos de curto prazo, em criptos – elas são extremamente voláteis e podem despencar, por exemplo, de 30% a 50%. Mas é verdade que às vezes sobem feito foguete. Quem investe de forma diversificada em criptomoedas e defi (finanças em meio cripto sem intermediação bancária), deve ter notado que a alta está concentrada no bitcoin, com reação dos outros ativos só a partir de quinta-feira. Segundo os analistas, essa valorização está associada a investidores institucionais, como grandes fundos de pensão, familiares ou de investimentos. Eles movimentam imensas quantias e há um problema. Se houver alguma notícia indicando restrição nesse mercado, como um país importante (a China já o fez), ou esses operadores gigantes concluíram que já atingiram o lucro possível, as cotações poderão despencar. Mas o pequeno investidor deve mirar o longo prazo, comprando pequenos valores ao longo dos anos.