[[legacy_image_216716]] Desde 1º de janeiro, o bitcoin encolheu 61%, mas há outras criptomoedas com quedas de 90% em relação ao nível mais alto neste ano. Com o colapso do sistema Terra-Luna, invasão de hackers, pirâmides e investimentos feitos na hora errada – entrada na alta, ao invés da baixa – muita gente se decepcionou e deixou esse mercado com perdas, saindo com menos dinheiro do que investiu. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Se não bastasse o mau momento do segmento, as criptos sentem impacto da subida dos juros nos EUA. Com o ganho garantido na renda fixa americana, a mais segura do mundo, o investidor ficou avesso ao risco elevadíssimo das moedas digitais. Porém, quem já investia em uma área arriscada como essa, volta a olhar com apetite para o segmento porque os preços estão lá embaixo. Mas nada garante que as criptos não possam cair ainda mais. A ideia é comprar agora e esperar um ou dois anos até que esse mercado volte a se recuperar. As moedas mais visadas são bitcoin e ethereum, mas há milhares, algumas atraentes porque têm utilidade técnica para o ecossistema das criptos, outras são promessas para virar um “novo” bitcoin ou etherium ou apenas para pura especulação (sobem muito ou caem com facilidade). Não se esqueça que são ativos tecnológicos, não existindo no meio físico, e podem ficar sem sentido, obsoletos ou colapsarem. Se vai investir em um mercado tão volátil como esse, siga o bom senso da diversificação, com pouco aporte nos produtos mais arriscados e uma concentração em investimentos conservadores ou moderados para preservar o capital em caso da parte com risco afundar. Seja criptomoeda ou qualquer ativo arriscado, como ações, câmbio e metais, entre com quantias modestas até para testar se você suporta uma queda momentânea. Antes do boom de criptomoedas, os analistas recomendavam deixar entre 1% e 5% do patrimônio nas divisas digitais, mas muita gente se empolgou com a alta contínua e investiu 30%, 40% ou até mais de 50% de todo o capital nas criptos. Agora lamentam.