[[legacy_image_281374]] O Ibovespa, que é o principal índice da Bolsa, reúne as 86 ações mais negociadas, mas há mais de 400 opções para investir. Com tanta diversidade, uma forma de tornar mais eficiente sua escolha é entendê-las por setores. São bancos, empresas de commodities (mineração, petróleo, carnes e agrícolas), tecnologia, energia elétrica, estatais, varejistas, construtoras, indústrias e utilities (prestadoras de serviços de energia elétrica, gás encanado e saneamento). Há companhias que atuam em mais de um segmento, como energia e utilities. Dá para diversificar (para correr menos risco) escolhendo uma ou duas empresas por segmento. Por exemplo, em tempos de inflação, seguradoras, bancos, energia elétrica e saneamento são mais estáveis. Mas se houver crise, os calotes causam perdas aos bancos. Varejo, indústria e aéreas sofrem nos tempos de juros altos porque o parcelamento fica mais caro ao consumidor. Os preços das ações de mineradoras e petroleiras estão sujeitos à cotação do minério ou do barril, facilitando identificar que tem melhor gestão e viabilidade de crescer. Pode-se peneirá-las por meio dos índices que reúnem empresas de um mesmo segmento, como o Imob (construtoras e empresas imobilíarias), analisando o desempenho desse ramo, como estar em queda por um período muito longo. Há ainda o INDX (indústrias), IEE (energia elétrica), ICB (empresas de commodities), IFNC (setor financeiro, seguros e previdência), Iagro (companhias de agronegócio) e Util (utilities). Aliás, os negócios de commodities tendem a ser mais voláteis (oscilam muito) e são cíclicos – passam alguns anos seguidos valorizando e outros ruindo. É o caso da Vale, que surfou a fase de enormes PIBs da China e agora sente o marasmo do país. Em caso de guerra, como a da Ucrânia, o petróleo também disparou, depois de despencar quando a emergência da covid foi decretada, em março de 2020. Nesses períodos, e não precisa ser apenas com empresas de commodities, o investidor deve aproveitar companhias temporariamente baratas para comprá-las e a fase de muita valorização para vendê-las, embolsando lucros. Geralmente, muitos perdem esse momento por euforia, achando que a subida será eterna. Outros compram na alta, porque concluem que são bons negócios – mas estão caros.