[[legacy_image_108401]] O mercado de seguros é muito amplo, encontramos seguros de saúde, seguro para celulares e computadores, seguro para eletrodomésticos, seguros para residências e muitos, sem contar a ampla variedade de seguros para empresas. Nesse setor, o seguro mais popular é o seguro para veículos, que representa 44,8% do mercado. Ainda assim, apenas 15,6% da frota de veículos que circulam no país está coberta, de acordo com os dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Os motoristas encontram dois dilemas no momento de pensar em um seguro, por um lado a burocracia para a contratação do serviço e por outro a dúvida se vale a pena ou não fazer o pagamento deste serviço. Com o foco em reduzir a burocracia da contratação para aumentar o acesso aos seguros para veículos, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) impulsionou a aplicação de novas regras para este setor dos seguros. Estas regras entraram em vigor no começo do mês, mas preveem um prazo de 180 dias para que as seguradoras se adaptem e possam fazer as mudanças necessárias para se ajustar a estas novas regras. Porém, independentemente das mudanças oferecidas, os motoristas somente veem a real utilidade do seguro do veículo quando sofrem um acidente, o carro é alagado, é vítima de um roubo ou outro sinistro. Somente nestes momentos se dá conta de que vale a pena pagar o seguro, pela assistência que recebe e os gastos que evita. Mais simplicidade e flexibilidade: sobre as novas regras Uma das novas regras permitirá contratar um seguro sem identificar o veículo. Esta opção, permite que o motorista contrate um seguro vinculado à sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação), independentemente do veículo que esteja dirigindo. Esta opção de seguro contempla as coberturas de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF-V) que cobrem danos corporais dos motoristas, seus passageiros e de terceiros afetados. Esta mudança pode ser muito útil para quem compartilha o veículo, para motoristas de aplicativo ou para colecionadores de automóveis. Também será possível contratar um seguro mais personalizado. A nova regra prevê uma maior flexibilidade no momento de escolher as coberturas que fazem parte do plano de seguro. Atualmente, um cliente tem a possibilidade de customizar seu seguro, mas dentro do leque de coberturas que a seguradora oferece. Outras regras permitem maior flexibilidade no momento de fazer a contratação do seguro para carros novos, e outras ampliam as possibilidades da indenização, o que pode tornar um seguro mais barato, caso a seguradora não tenha que garantir 100% do valor do veículo. Apesar das novas regras, que procuram inovação no mercado e consequentemente novos produtos, mais adaptados aos novos hábitos de mobilidade do brasileiro é conveniente garantir a proteção do patrimônio. Mas, quanto custa um seguro de carro atualmente? Não existe uma resposta exata para essa pergunta. Hoje em dia é preciso fazer uma simulação onde são analisados todos os fatores que influem no valor do seguro: características do veículo, dados sobre o motorista ou se há mais de um motorista e como é o uso diário do carro e seus cuidados. De acordo com os dados e a abrangência das coberturas que o proprietário quiser contratar, será determinado o prêmio (valor da apólice). Quanto menos riscos cobertos menor será o valor final do seguro, no entanto quanto mais danos cobertos e maiores as responsabilidades repassadas à seguradora, maior será o custo do serviço. Opções de seguros disponíveis no momento Graças ao avanço da tecnologia e a pressa que a pandemia impôs ao mercado, as grandes seguradoras desenvolveram novas opções de seguro, que garantem maior abrangência do mercado. Por exemplo, a Porto Seguro, com mais de 27% do mercado de seguro de veículos, está testando o Bllu operado pela Azul Seguros. Este é um seguro por assinatura para veículos de até R\$ 50 mil. Com esta modalidade o motorista contrata de forma on-line e paga de forma mensal, por isso, pode deixar o seguro quando achar conveniente. Outra alternativa, para quem gosta de trocar o carro com frequência, é o Carro Fácil, também da Porto Seguro. Nesta modalidade, por meio de uma mensalidade se paga o seguro e também o aluguel do carro. Outra alternativa aos tradicionais seguros é o Pay Per Use, seguro que se paga de acordo com o uso do veículo. A empresa líder neste segmento é a Thinkseg. Também a Tokio Marine oferece o Auto Popular na modalidade ‘Pague pelo tempo que ficou protegido’, que está bastante alinhada com estas novas regras determinadas pela Susep. Em linha com as novas regras, o motorista que deseja um seguro vinculado à sua carteira de habilitação pode contratar o seguro da Argo Seguros. Como foi dito, este seguro cobre danos corporais e materiais causados a terceiros com um limite de R\$ 150 mil. 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