[[legacy_image_4303]] O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu investigação contra as distribuidoras de gás de cozinha Laecio de Mello ME, Consigaz e Valgás Liquigás para apurar supostos crimes contra o consumidor e a ordem econômica, entre outros. Segundo portaria assinada pelo promotor Cassio Conserino, integrantes do Procon e da Agência Nacional do Petróleo (ANP) estiveram nas empresas e identificaram a “prática de preços abusivos de comercialização de botijão em gás, em contrariedade ao preço de mercado, com a obtenção de lucros extorsivos e também em violação clara à ordem tributária e econômica”. A portaria registra que as empresas estariam cobrando de R\$ 80até R\$ 120 por botijão, deixando de observar o preço máximo de R\$ 70 por unidade. Os valores representam um aumento de até 70% do preço estabelecido. O Procon de São Paulo já registrou mais de 120 denúncias on-line contra preços abusivos do botijão de gás apenas no período da quarentena. Segundo o diretor-geral do órgão, Fernando Capez, já houve flagrantes de botijões de 13kg sendo vendidosporR\$90e, em casos mais extremos, a R\$130. Punição Segundo o Procon-SP, os fornecedores que forem flagrados realizando vendas a preços abusivos serão multados e conduzidos às delegacias de polícia para que respondam por crime contra a economia popular. Ao instaurar o procedimento investigatório, Conserino apontou que a prática dos “valores abusivos” estaria prejudicando o “prioritariamente as pessoas com menor potencial aquisitivo que, neste cenário de pandemia, já estão proibidas de trabalhar e agora, com esse preço exorbitante, não conseguem sequer cozinhar em casa”. Até o fechamento deste texto, a reportagem não havia obtido o posicionamento dos citados.