[[legacy_image_258801]] O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (5) que haverá mudança na política de preços dos combustíveis, praticada pela Petrobras. A ideia é adotar referências no mercado interno e não no externo, para definir os valores praticados. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Silveira definiu a atual política, que se baseia nos mercados externos, como um “verdadeiro absurdo”. “O PPI (Preço por Paridade de Importação) é um verdadeiro absurdo. Nós temos que ter o que eu tenho chamado de PCI, Preço de Competitividade Interno”, disse, em entrevista à Globonews. Segundo o ministro, a medida deve provocar redução de até R\$ 0,25 por litro no preço do Diesel. Ainda de acordo com Silveira, a empresa vai voltar a ter função de amortecimento para diminuir o impacto de crises internacionais no preço dos combustíveis nas refinarias brasileiras. “Vai resolver o problema definitivo quando a gente tiver uma crise internacional? Não. Não vamos iludir ninguém, nós vamos estar sempre suscetíveis às questões da volatilidade internacional. Mas a Petrobras tem sim muito para poder contribuir com a questão social brasileira”. Segundo o ministro, a Petrobras continuará sendo respeitada em sua governança, mas exigir que ela “respeite o povo brasileiro”. Segundo o ministro, a Petrobras já possui orientação para alterar as diretrizes. A previsão é que as mudanças comecem a ser aplicadas após a próxima assembleia geral da estatal, marcada para o fim deste mês. Estatal desmente Em nota, a Petrobras informou que não recebeu nenhuma proposta sobre alterações em sua política de preço dos combustíveis. A empresa diz que “quaisquer propostas de alteração da Política de Preços recebidas do acionista controlador serão comunicadas oportunamente ao mercado, e conduzidas pelos mecanismos habituais de governança interna da companhia”.