[[legacy_image_208921]] A alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre remessas de valores ao exterior será reduzida dos atuais 33% para 6% a partir de 1º de janeiro, conforme o ministro de Turismo, Carlos Brito, anunciou nesta quarta-feira (21), durante o primeiro dia da feira de turismo Abav Expo, em Olinda (PE), organizado pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). A medida beneficia agências de turismo que fecham pacotes no exterior. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com ele, a Medida Provisória (MP) será publicada nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial da União. “O turismo tem que ser tratado como prioridade devido a seu grande potencial e nós tínhamos esse gargalo”, explicou o ministro. Ele afirma que a medida evita que 581 mil postos de trabalho sejam desativados. “Está na hora das agências continuarem trabalhando de forma competitiva para os empresários continuarem empregando cada vez mais e não demitindo”. Segundo fontes do setor, a redução da alíquota devolve competividade às operadoras e agências de viagem com a venda direta em sites. O presidente da Associação Brasileira dos Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), Marco Ferraz, diz que se trata de uma correção que traz sensação de alívio. “Atualmente não é possível “vender no mesmo preço da internet e isso é uma catástrofe”. “Estamos trabalhando nisso há três anos, é um imposto que tira nossa sobrevivência”, ressalta a presidente da Abav, Magda Nassar. A queda do IRRF também era reivindicado pela Associação Brasileira das Operações de Turismo (Braztoa). A alíquota aumentará gradativamente após os dois primeiros anos. O percentual do IRRF avançará para 7% em 2025, 8% em 2026 e 9% em 2027. Ferraz disse que a reivindicação por alíquotas menores continuará. “O trabalho foi para zerar, isso não é possível. [...]A gente está fazendo o que é possível que é igualar ao IRRF do cartão de crédito. Agora estamos no mesmo nível, não tem distorção”.