[[legacy_image_201183]] A alta no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) em 2021 fez muitos inquilinos reivindicarem o uso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para corrigir os contratos de aluguéis. Porém, em julho último, os dois indicadores, considerando os últimos 12 meses, cravaram 10%, levantando a dúvida sobre qual o melhor indexador do mercado imobiliário. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em 2021, o IGP-M chegou a superar os 30% no acumulado de 12 meses, enquanto o IPCA sequer atingia os dois dígitos. Por exemplo, em junho de 2021, o IPCA, caso estivesse no contrato de locação, corrigia o aluguel da época em 8,06%. Já o IGP-M reajustava em 37,04%. Porém, a negociação ganhou força e muitos proprietários suspenderam os aumentos, pois havia medo da piora da economia desde 2020. Para o economista e sócio fundador da empresa de educação financeira F Fatorial, Gabriel Sarmento Eid, não é possível mensurar qual dos dois é mais utilizado, mas ele afirma que o IPCA traz mais vantagens em função da correção mais justa. Segundo ele, o índice beneficia até mesmo o proprietário, que apesar de poder receber um valor menor mensalmente, sofre com menos volatilidade. “O motivo do IGP-M ser mais adotado era uma questão de confiança e relação com o dólar”. O IGP-M é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) e leva em conta outros três índices da própria FGV. Por estar diretamente ligado ao dólar, esse indexador acaba sendo muito variável. De acordo com Gabriel Eid, com um aluguel sem muitos picos de variação, o proprietário terá menor risco de vacância em seus imóveis. Caso o preço suba demais na hora de corrigir o contrato, o inquilino poderá optar por outra moradia. Segundo o economista, o motivo do IPCA ter perdido no passado a confiabilidade para a locação ocorreu devido à hiperinflação. Como o IGP-M tem uma relação muito forte com o dólar, o índice da FGV saiu na frente como fator de proteção do valor do imóvel. O diretor comercial da Imobiliária R3 Real Estate, Sthefano Lopes, afirma que locatários chegaram a conseguir na Justiça a alteração do índice de correção dos aluguéis depois do IGP-M aumentar durante o ano passado. Para Lopes, o que faz um índice ser mais adequado que o outro é o cenário econômico.